sexta-feira, 13 de julho de 2007

Parque Nacional da Peneda-Gerês

"Um dos mais belos palcos da diversidade natural é o Parque Nacional da Peneda-Gerês, que oferece igualmente uma grande diversidade de alojamento: desde habitações rústicas até às casas de abrigo, passando pelos parques de campismo.

Para os mais aventureiros o parque sugere vários percursos pedestres mas também alguns de automóvel. Tal como a paisagem, a gastronomia é muita rica, destacando-se, entre outros pratos, a carne de cabrito de Castro Laboreiro e as papas de sarrabulho".

Fonte: Correio da Manhã, 13/07/2007

quinta-feira, 12 de julho de 2007

quarta-feira, 11 de julho de 2007

São Bento

São Bento de Núrsia nasceu no ano de 480 e morreu em 547. Foi o monge fundador da Ordem dos Beneditinos. Criou a “Regra de São Bento”, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Em 1964 o Papa Paulo VI designou-o santo padroeiro da Europa. É comemorado a 11 de Julho (fonte: Wikipedia).

Em Castro Laboreiro há três lugares que têm S. Bento como padroeiro: Portelinha, Vido e Várzea Travessa. Cada um deles organiza a festa trienalmente. Este ano é a vez de Várzea Travessa. A festa é lá, no próximo domingo, dia 15 de Julho.

A missa é às 15h (o que, aliás, parece que tem gerado algum descontentamento porque a missa sempre foi de manhã…). No resto da tarde e à noite é o baile.

terça-feira, 10 de julho de 2007

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dicionário Castrejo

ENCARRAFUÇADO = zangado, amuado

“Cantar de emigração” (Rosalía de Castro) interpretado por Adriano Correia de Oliveira

Este parte, aquele parte
e todos, todos se vão.
Galiza, ficas sem homens
que possam cortar teu pão.

Tens em troca órfãos e órfãs
e campos de solidão
e mães que não têm filhos
filhos que não têm pais.

Corações que tens e sofrem
longas horas mortais
viúvas de vivos-mortos
que ninguém consolará.

As meninas de Castro Laboreiro

“Castro Laboreiro chega sem avisar, numa volta da estrada. Há ali umas casas novas, e depois a vila com o seu trajo escuro de pedra velha. Bons de ver são os botaréus que amparam as paredes da igreja, restos românicos da antiga construção, e o castelo, nesta sua grande altura, com a única porta que lhe ficou, a do Sapo, alguma coisa daria o viajante para saber a origem deste nome. Não requer grandes demoras a vila, ou requere-as enormes a quem tiver ambições de descoberta, ir, por exemplo, àquelas pedras altas, gigantes em ajuntamento que ao longe se levantam. No céu, de puríssimo azul, atravessa um rasto branco de avião, recto e delgado: nada se ouve, apenas os olhos vão acompanhando o lento passar, enquanto, obstinadamente, as pedras se apertam mais umas contra as outras.

Está quase a despedir-se. Veio por causa do caminho, da grande serrania, destes altos pitões, e correndo agora em redor dos olhos, já distraídos, dá com duas meninas que o miram, com sério rosto, suspendendo as atenções que davam a uma boneca de comprido vestido branco. São duas meninas como nunca se viram: estão em Castro Laboreiro e brincam à sombra duma árvore, a mais nova tem o cabelo comprido e solto, a outra usa tranças com uns lacinhos vermelhos, e ambas fitam gravemente. Não sorriem quando olham a máquina fotográfica, quando assim se mostra o rosto, tão aberto, não é preciso sorrir. O viajante louva, em pensamento, as maravilhas da técnica: a memoria, infiel, poderá renovar-se neste rectângulo colorido, reconstituir o momento, saber que era de tecido escocês a saia, crespas as tranças, e as meias de lã, e o risco do cabelo ao meio, e, descoberta inesperada, que uma outra bonequita havia, caída lá para trás, acenando com a mão, com pena de não ficar de corpo inteiro na fotografia”.


Texto e fotografia:
José Saramago (1981), Viagem a Portugal, Círculo de Leitores, Lisboa