terça-feira, 31 de julho de 2007

Pontes






Designação
Aqueduto de Pontes, Cruzeiro e Alminhas

Localização
Viana do Castelo, Melgaço, Castro Laboreiro

Acesso
EN 202 (Melgaço - Lamas de Mouro), EN 203-3 até Castro Laboreiro, EM para Ribeiro de Baixo. Caminho à Esq. para Pontes, Cç. para N. Gauss: M-197,6 P-557,9; Fl. 9

Enquadramento
Rural, isolado, junto aos campos que regava, hoje sem uso cobertos por giestal e pequenos carvalhos. Para O., uma mata de carvalhos bordeja os campos. Sob o vão maior do aqueduto passa o antigo caminho que partia de Pontes para a ponte do Porto de Bago, sobre o Laboreiro.

Descrição
Aqueduto para rega formado por canal aberto, apoiado nos topos E. e O. numa base de alvenaria de granito e vencendo cerca de 60 m sobre pilares de lajes graníticas que dão origem a 23 vãos rectos. A S. do aqueduto e a O. do caminho ergue-se um cruzeiro simples em granito, virado a E., constituído por pedestal quadrangular sobre o qual assentam umas alminhas. Sobre estas ergue-se uma cruz latina, de secção quadrada, talhada num bloco único. A base apresenta cimento nas juntas. A N. do aqueduto e a E. do caminho erguem-se umas alminhas de labor grosseiro, viradas a O. Sobre uma base sumariamente quadrangular, talhada apenas na parte anterior, assenta um bloco granítico no qual se rasgou um pequeno nicho encimado por um cruz latina em alto-relevo.

Utilização Inicial
Agrícola / equipamento (aqueduto para aproveitamento) / Devocional (cruzeiro e alminhas)

Utilização Actual
Devoluto

Propriedade
Privada: pessoa singular

Época de Construção
Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor
Não definido

Cronologia
Séc. 20, 4ª década - construção a mando do P.e Manuel Joaquim Rodrigues;
Séc. 20, 9ª década - cessa a utilização.


Tipologia
Aqueduto de rega em alvenaria de granito formado por canal aberto assente sobre pilares.

Características Particulares
Sacralização do aqueduto, pela aposição de um cruzeiro e de alminhas, dada a relação que teve com um importante caminho de ligação entre brandas e inverneiras.

Dados Técnicos
Estrutura autoportante (aqueduto e cruzeiro), estrutura monolítica (alminhas).

Materiais
Granito, cimento.

Observações
O P.e Manuel Joaquim Rodrigues que terá mandado edificar o aqueduto e presa que lhe está associada era natural do lugar de Pontes, freguesia de Castro Laboreiro, na qual foi pároco por poucos anos após ter regressado de estadia longa no Brasil.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

quarta-feira, 25 de julho de 2007

As meninas de Castro Laboreiro... outra vez!

Há tempos publiquei um post com o texto “As meninas de Castro Laboreiro” de José Saramago. Hoje deixo aqui uma análise a esse texto, feita no site do Núcleo de Estudos dos Montes Laboreiro:

"Ao chegar a Castro Laboreiro, José Saramago registou:

‘Castro Laboreiro chega sem avisar, numa volta da estrada. Há ali umas casas novas, e depois a vila com o seu trajo escuro de pedra velha. Bons de ver são os botaréus que amparam as paredes da igreja, restos românicos da antiga construção, e o castelo, nesta sua grande altura, com a única porta que lhe ficou, a do Sapo, alguma coisa daria o viajante para saber a origem deste nome’.

Comentário:

O prémio Nobel da Literatura comete dois erros neste curto parágrafo.

Primeiro, os botaréus que amparam as paredes da igreja matriz de Castro Laboreiro foram construídos nos finais do século XVIII, por isso, nunca poderiam ser restos românicos da antiga construção.

Segundo, o castelo de Laboreiro ainda preserva as três portas para o exterior – a do Sapo, a do Sol e a da Fonte – e a porta interna da vila. Por isso, tudo leva a crer que Saramago escreve com base na impressão que, como qualquer visitante, colhe do miradouro do final da Vila (donde apenas se vislumbra a porta do Sapo), sem ter palmilhado a árdua subida até à fortaleza”.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Viva!



Embora este seja um blog sobre Castro Laboreiro, acho que isso não deve ser uma limitação para publicarmos posts sobre outras coisas quaisquer… Hoje apetece-me ouvir esta música… “Viva!” (Sam The Kid em homenagem a Carlos Paredes).

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Curral do Gonçalo

Sempre achei curioso o nome deste lugar… qual será a origem?

Fonte: Divisões Territoriais - INE / Ortos - IGP

quarta-feira, 18 de julho de 2007

As minhas Montanhas Lindas...


"Pois desde os tempos proto-históricos até aos nossos dias são descortinados vestígios dessa ocupação, com origem megalítica, céltica, romana, medieval … Na zona de Castro Laboreiro existem cerca de uma centena de monumentos megalíticos numa área de aproximadamente 50 Km2, a uma altitude de 1100 metros.

As minhas Montanhas Lindas, foram território de passagem e cruzamento de várias gentes (Celtas, Iberos, Romanos, Suevos, Árabes, Cristãos vindos dessa Europa que andavam pelos caminhos de Santiago, e outros que participaram nas grandes invasões ao Império Romano. Sabemos que através dos milénios, por aí se foram fixando vários tipos de gente, organizando as suas vidas e seus meios de subsistência aprendendo a apreciá-las, e a sobreviver nelas.

Os garranos foram sempre companheiros das gentes das minhas montanhas".

In A Anta do Mezio

Bandeira e Brasão


Escudo de vermelho, um cão de ouro encimado por coroa mariana de prata; bordadura ameiada de prata. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com a legenda a negro: "CASTRO LABOREIRO ”.