terça-feira, 23 de outubro de 2007

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Um pouco de Historia II

"Afonso III, de Castela, dá povoação de Castro Laboreiro e Castro ao Conde D. Hermenegildo, avô de São Rosendo, por este ter vencido Witiza que se havia revoltado; durante o domínio do Conde galego, o Castro foi adaptado a castelo, caindo depois no poder dos mouros;

1144 - D. Afonso Henriques conquista-o;

1145 - restaura-o;

séc. 12 - segundo inscrição, D. Sancho I completou a obra;

1212 - arrasado durante a invasão Leonesa;

1290 - reconstruído por D. Dinis;

Os Gomes de Abreu, de Merufe, tiveram durante muitos anos a alcaidaria de Laboreiro, que andava junta com a de Melgaço;

1375 - D. Fernando deu a alcaidaria a Estevão Anes Marinho;

séc. 14 - depois da conquista de Melgaço, D. João I usou Castro Laboreiro para deter as várias incursões castelhanas vindas da Galiza;

1441 - era alcaide-mor Martim de Castro, que foi afastado devido a queixas dos moradores da vila;

1666, Mai. - Baltazar Pantoja tomou o castelo de supresa depois de 4 horas de luta; deixou como Governador D. Pedro Esteves Ricarte, que se rendeu ao 3º Conde de Prado, D. Francisco de Sousa;

1671 - o rei, ao contrário do parecer de Michel Lescole, decide conservar o castelo de Castro Laboreiro;

1715 - depois de estabelecida a paz, ficou desguarnecido;

1766 / 1778 - o Conde de Bobadela, Governador das Armas da Província, ali mandou recolher 400 homens e mulheres que se negaram a apresentar seus filhos recenseados para o serviço militar;

1746 / 1779 - foi Governador da vila de Castro Laboreiro Manuel de Araújo Machado; 1801 - ocupado por tropas e defendido com 4 peças."

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Dicionário Castrejo

BATELA = barco pequeno, usado nas travessias dos pequenos rios de Castro Laboreiro

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Museu do Cinema em Melgaço


Museu do Cinema vai ser ampliado

O Museu do Cinema de Melgaço, estrutura única em Portugal inaugurada em 2005, vai ser ampliado com uma “extensão” que funcionará no antigo Cinema Pelicano, desactivado há mais de três décadas, anunciou o presidente da câmara local.

Rui Solheiro disse à Lusa que o “velho e degradado Pelicano” foi comprado por 100 mil euros pelo director do Museu do Cinema, Jean Loup Passek, que agora o vai doar à autarquia, a quem caberá promover as respectivas obras de recuperação e adaptação.

“Pensamos que as obras deverão ficar entre 1,5 e dois milhões de euros”, acrescentou o autarca socialista.Com 600 metros quadrados e três pisos, o «Pelicano» vai ser, sobretudo, um espaço de exposição do espólio de Passek, “que não cabe, nem pouco mais ou menos, no Museu do Cinema”, disse o autarca.

O velho cinema vai acolher também, depois de restaurado, um pequeno auditório, uma biblioteca alusiva à sétima arte, um arquivo e uma oficina de recuperação das peças.O Museu do Cinema de Melgaço, que custou 350 mil euros, foi inaugurado a 3 de Junho de 2005 pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.

É integralmente constituído pelo espólio de Jean Loup Passek, cineasta francês que já dirigiu o Festival Internacional de Cinema de La Rochelle, foi redactor-chefe das edições de 1986 a 2002 do Dicionário Larousse de Cinema e conselheiro de cinema do Centro Georges Pompidou.

Está situado em plena zona histórica da vila, a 50 metros do «Pelicano» e nasceu no edifício da antiga caserna da guarda-fiscal, albergando milhares de cartazes, fotografias, máquinas e outros objectos relacionados com a história do cinema, coleccionados por Passek.

Do espólio do museu faz também parte um lampascópio inventado em 1876 pelo francês Henri Alexandre, que permite visualizar placas de vidro pintadas à mão.Um praxinoscópio, de Émile Reynaud, que permite a reconstituição do movimento através de espelhos dispostos ao centro do aparelho, cujo pé em madeira tem uma manivela para accionar e fazer rodar o tambor, é outra das “vedetas” do museu.

A estrutura mostra ainda três lanternas mágicas, um aparelho de projecção em metal e cobre fabricado pela Casa Radiguet e Massiot, por volta de 1900, e um projector amplificador em metal e cobre. Há ainda dois cinematógrafos, um dos quais de fabrico alemão, em metal, com pedestal em madeira, apresentado no seu estojo de origem com placas de vidro, e o outro em metal com placas de vidro e filmes fabricados na Alemanha pela Casa Ernst Plank.

Actualmente, o museu, no primeiro andar destinado a exposições temporárias, mostra cartazes e fotografias e possibilita a visualização de filmes em DVD sobre a idade de ouro da comédia cinematográfica, com natural destaque para Charlie Chaplin, os irmãos Marx e Buster Keaton a Laurel and Hardy, os conhecidos Bucha e Estica.

Fonte: O Primeiro de Janeiro, 24 / 09 /2007

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Dicionário Castrejo

CHICATONA = bem arranjada, aprumada, bonita

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Poema de Baldo Ramos


escaravellas na néboa apegada ás ruínas
e a mañá responde cun silencio de menta
que percorre o castro Laboreiro

a fronteira sabe das inguas que fermentan no salitre

achega a luz unha pregunta
de algas enfiadas no bagazo da mudez
e responde a man ferida
con números roubados
á palabra impronunciábel


Baldo Ramos (in Cadernos Arraianos, nº 4, Outono de 2005)