
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Um link...

Um artigo sobre as torres eólicas...
"Quem avista ao longe as muitas "ventoinhas" que proliferam nas montanhas um pouco por todo o lado, não imagina o assombro que a sua dimensão real provoca. Essa espécie de "cata-vento" dos tempos modernos, que a quilómetros de distância parece um brinquedo colocado às dezenas e com a maior facilidade por uma mão gigantesca no cimo dos montes, constitui uma obra de engenharia e construção que deixa qualquer comum mortal de olhos esbugalhados.
Para se ter uma ideia, cada torre eólica que se avista, precisa de dez camiões de peças para ser montada como se de um lego gigante se tratasse e assenta numa base que os técnicos designam "sapata", construída com 18 camiões de betão e que chega a pesar até 15 toneladas. "Desde as fundações até à montagem de uma torre, estamos a falar de dois meses de trabalho", contou ao JN, Pedro Chaves, o director de obra do parque eólico em instalação em Mendoiro, Monção.
O maior investimento do país em energia eólica está, de facto, a ser feito no Alto Minho, mas, nos últimos anos, e por todo o país - com maior incidência no Norte - a potência instalada tem sofrido um forte incremento, com o objectivo de, dentro de cinco anos, se atinja os 4750 megawatts.
Centena de torres
Para se ter noção da grandeza do império de eólicas que, actualmente, está a ser erguido no território de Monção, Melgaço, Paredes de Coura e Valença, todos concelhos vizinhos, basta fazer contas, com base nos dados atrás referidos, às 120 torres eólicas que, até ao final deste ano, serão instaladas. As obras foram iniciadas em Fevereiro de 2006 e, nesta altura, o conjunto de torres que formam o designado parque eólico Alto Minho I, está quase de pé. O empreendimento, que se divide em cinco subparques edificados nos quatro concelhos, anuncia-se como o maior empreendimento do sector da Europa e um dos mais avançados a nível mundial.
"Isto é a coisa mais moderna do mundo. É uma grande obra de engenharia", considera Carlos Pimenta, administrador da Empreendimentos Eólicos do Vale do Minho (EEVM), a empresa promotora do investimento que deverá atingir os 400 milhões de euros. Pimenta, antigo secretário de Estado do Ambiente, tem sido um grande entusiasta do megaprojecto, que actualmente cresce a olhos vistos em "12 frentes de trabalho", e que em breve entrará na fase de produção.
"Estamos na iminência de começar os testes, mais três, quatro meses, e estaremos a iniciar a produção. Aqui testa-se produzindo", anunciou, ao JN, sublinhando que o Alto Minho I deverá entrar em funcionamento no início de 2008. O objectivo será atingir um nível máximo de produção de 600 GWh/ ano, o que equivale a cerca de "quatro vezes" o consumo de energia eléctrica nos quatro concelhos e "1% da electricidade do país".
Seiscentos homens
Actualmente, há cerca de 600 homens a trabalhar no terreno, na parte de construção civil. Melgaço terá três pólos de produção de energia eólica em Picos, com 26 torres eólicas, Alto Corisco, com 33 e Santo António com 16 máquinas instaladas. Valença e Paredes de Coura produzirão a partir de um subparque comum, o de Picoto/S. Silvestre, e, finalmente, o subparque de Mendoiro em Monção, será o "coração do projecto", com as suas 26 torres eólicas e uma sub-estação de transformação, que receberá, através de dezenas de quilómetros de cabos subterrâneos, toda a energia produzida pelo conjunto de mais de uma centena de torres eólicas. Dali, a produção será transportada para uma futura estação a construir pela Rede Eléctrica Nacional (REN) em Pedralva (Braga), através de mais de 50 quilómetros de linha de alta tensão.
Voltando ainda aos números astronómicos que este empreendimento move, refira-se as cerca de cem toneladas de peso da estrutura do transformador principal já instalado no subparque de Mendoiro. "São tudo peças gigantescas", comenta outro administrador da EEVM, José Miguel Oliveira, comentando que, para cada torre eólica, "são necessários três a quatro camiões para transportar as peças do corpo da torre, três para as pás, um para o aerogerador e outro para a 'nacelle' (a peça que sustenta as pás)". Refira-se que existem dois modelos de torres eólicas, as E-70 e as E 82 (números que se relacionam com o diâmetro das pás), que medem, respectivamente, 65 e 78 metros de altura.
Dezenas de quilómetros
A dimensão do projecto mede-se, ainda, pelas dezenas de quilómetros de acessos que tiveram de ser criados de novo ou alargando os já existentes, para permitir a instalação das torres a grandes altitudes. O parque de Picos, em Melgaço, é de todos o que se encontra num ponto mais alto, a 1300 metros de altitude, mas, por exemplo, o pólo de Mendoiro, a cerca de 700 metros de altitude, implicou a abertura de cerca de 16 quilómetros de estradões, ladeados por linhas de água em calçada portuguesa. Desde Março, a EEVM tem em funcionamento três parques autónomos em S. Paio, Vila Nova de Cerveira, e em Agra e Espiga, Caminha".
Ana Peixoto Fernandes, Jornal de Notícias, 15/Novembro/2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
AVISO
Para além da classificação das Aldeias, este projecto pretende dinamizar a sua promoção turística aos mais diversos níveis, bem como identificar propostas de intervenção que poderão ser enquadradas no futuro quadro comunitário de apoio, no sentido de contribuir para a sua dinamização económica e social.
Neste sentido, e porque se pretende que este projecto conte com a participação e o envolvimento de todos os que têm responsabilidades na dinamização sócio-económica destas aldeias, em particular, e do Concelho de Melgaço, a ADRIMINHO vai promover uma sessão de apresentação do projecto que decorrerá no próximo dia 09 de Novembro de 2007, na Junta de Freguesia de Castro Laboreiro, pelas 21 horas.
Mais informações em Adriminho.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Melgaço – memória dos tempos passados e presente

"Rui Soalheiro e Guilherme Pinto, presidentes da Câmaras de Melgaço e Matosinhos, marcaram presença, ontem, na apresentação do livro «Melgaço – memória dos tempos passados e presente». Trata-se de mais obra da autoria do jornalista Marques Rocha.Segundo explicou o autor, o livro procura retratar todas as obras realizadas ao longo do período compreendido entre 1982 e 2007, coincidindo com os mandatos em que a autarquia do Alto Minho era dirigida por Rui Soalheiro. Marques Rocha considera mesmo que as principais obras do concelho estão concluídas.
O antigo jornalista da RTP referiu ainda o facto desta ser uma visão puramente jornalística. Esta foi aliás uma das motivações dos dois restantes livros, editados em 1993 e 2001.
António José da Silva, responsável pela apresentação do livro, salientou o facto da obra permitir ao leitor ter uma visão sobre o concelho onde é possível constatar diversos níveis de desenvolvimento. “Marques Rocha tem raízes em Monção e vários trabalhos sobre o seu e outros concelhos. Penso que deveria ser nomeado cidadão honorário de alguns deles. É um jornalista ou seja uma espécie de mistura entre historiador e escritor”.
Rui Soalheiro considerou importante o livro agora apresentado permite registar a história mais recente do concelho, ao mesmo tempo que colabora na promoção das potencialidades do concelho.Quanto à escolha de Matosinhos, o presidente da Câmara de Melgaço lembra que grande parte dos visitantes tem origem nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto e Galiza. “Por isso é também uma forma de encontrar os amigos”."
Eduardo Coelho, O Primeiro de Janeiro, 06/Novembro/2007segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Castrejos/Galaicos
Mas, por causa de um comentário no blog, fui pesquisar acerca do assunto e descobri que depois dos povos pré-históricos, um dos primeiros povos que terá chegado à Península Ibérica foram os Iberos, originários provavelmente, do Norte de África. E, foram eles, os Iberos, que deram o nome à península.
Os Celtas, que vieram depois, no século VI a.c., procuraram terras férteis no norte do actual Portugal, faziam casas redondas e com telhados cobertos de colmo que se chamavam castros.(não encontrei registos mas talvez daqui derive “castrejos”).
Os povos Celtas e Iberos juntaram-se formando o povo Celtibero.
Uma das suas tribos mais famosas era a dos Lusitanos que viviam entre o rio Douro e rio Tejo na Lusitânia. O seu mais famoso chefe era Viriato, um pastor da serra da estrela que derrotou inúmeras vezes os Romanos.
Para muitos, os Lusitanos são os verdadeiros antecessores dos portugueses.Não se sabe ao certo qual a sua origem. Alguns autores também incluem nos Lusitanos, os Galaicos, que, por sua vez, tinham por vizinhos, a oriente, os Astures e os Celtiberos.
foto: http://thorberg.blogspot.com/
Os galaicos aparecem documentados pela primeira vez formando parte do exército do caudilho luso Viriato como mercenários de guerra mas os galaicos (castrejos) ao norte do Douro posteriormente seriam administrados por Roma como província autónoma na Gallaecia (Galécia).
A administração do Império Romano identificou três grandes povos galaicos: bracarenses, lugenses e asturienses. Segundo descrições e documentos da época, os galaicos bracarenses viviam nas terras entre o rio Douro e o rio Lerez; os galaicos lugenses viviam nas terras dentro da linha que vai do rio Lerez às montanhas de Trives e Ancares e ao rio Navia; e os galaicos asturienses viviam ao leste do rio Navia e das montanhas de Trives e Ancares.
A partir do ano 293 D.C. a reforma administrativa do Emperador Diocleciano converte a Gallaecia numa única província administrativa dentro do Império Romano. Esta é a primeira vez na história que os três povos galaicos aparecem unificados dentro dum mesmo quadro político-administrativo chamado "Gallaecia". O território da Provincia Gallaecia abrangia as terras dos bracarenses, lugenses e asturienses.

foto: http://thorberg.blogspot.com/
Fonte: http://thorberg.blogspot.com/; http://peninsulaiberica.blogs.sapo.pt/48872.html
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Notícias de Castro II
Entretanto, deixo aqui dois gráficos retirados do estudo em questão (Estudo dos Aspectos Socioecológicos do Parque Nacional da Peneda-Gerês: uma contribuição para a revisão do plano de ordenamento de Flávio Bezerra Barros). O primeiro refere-se às áreas que, segundo os habitantes de Castro Laboreiro entrevistados, devem ser mais protegidas. O segundo é relativo às actividades que, segundo os mesmos inquiridos, deveriam ser proibidas.




