sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ainda sobre a adesão do PNPG à Pan Parks...

Parque Nacional da Peneda-Gerês aderiu a rede das áreas naturais de excelência da Europa


"O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) aderiu hoje à PAN Parks, uma rede que integra as áreas naturais mais importantes da Europa, o que lhe poderá valer um «incremento substancial» do afluxo de turistas estrangeiros.

«Com a certificação PAN Parks, é de esperar um incremento substancial do afluxo de turistas estrangeiros, nomeadamente do norte da Europa, pois irá permitir integrar o PNPG no roteiro dos grandes operadores turísticos especializados em turismo de natureza», explicou fonte do Ministério do Ambiente.

A PAN Parks é uma fundação sem fins lucrativos que visa a criação de uma rede de excelência, com as melhores áreas naturais da Europa, aumentando o seu conhecimento e ajudando a protegê-las.

A partir de hoje, o PNPG passa a ser a primeira área natural ibérica a integrar a rede PAN Parks, mas o Parque Natural do Xurês, do lado espanhol, está também a estudar a possibilidade de se candidatar à mesma rede, o que iria permitir a criação do primeiro parque transfronteiriço certificado pela PAN Parks.

«A adesão do PNPG irá consolidar a estratégia de se manter uma zona de ambiente natural sem qualquer intervenção humana, a qual poderá ser um verdadeiro banco de ensaio para se testar a sucessão ecológica», sublinhou ainda a fonte do Ministério do Ambiente.

As áreas protegidas candidatas à certificação PAN Parks são sujeitas a um «rigoroso» processo de auditoria independente, onde são considerados vários critérios, como a qualidade do ambiente e dos valores naturais, a gestão da conservação da natureza e da biodiversidade, a gestão dos visitantes e o desenvolvimento do turismo sustentável.

Para poderem obter esta certificação, as áreas protegidas têm de cumprir vários requisitos, como possuírem uma área não inferior a 20.000 hectares, integrarem uma zona sem intervenção humana com uma área mínima de 10.000 hectares e disporem de um plano de gestão de visitantes.

O PNPG abrange os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de 70.290 hectares.

É a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas".

Fonte: Lusa/SOL, 19/Junho/ 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Parque Nacional Peneda-Gerês entra hoje para a rede das áreas naturais europeias mais importantes

O Ministério do Ambiente espera que com esta adesão o Parque Nacional
venha a receber mais visitantes estrangeiros

"O único parque nacional português, Peneda-Gerês, adere hoje à PAN Parks, rede das áreas naturais mais importantes na Europa. A cerimónia de adesão realiza-se ao início da tarde em Melgaço.

A Peneda-Gerês torna-se assim no único parque ibérico a fazer parte desta rede de excelência, iniciativa sem fins lucrativos criada pela WWF cujo objectivo é melhorar o conhecimento e ajudar a proteger estes espaços.

O Ministério do Ambiente português espera que com esta adesão o Parque Nacional venha a receber mais visitantes estrangeiros, nomeadamente do Norte da Europa, dado que passará a integrar os “roteiros dos grandes operadores turísticos especializados no turismo de natureza”, explica em comunicado.

Esta iniciativa “irá consolidar a estratégia de se manter uma zona de ambiente natural sem qualquer intervenção humana”, que poderá ser um “banco de ensaio” para a implementação do “conceito de wilderness em Portugal”.

O Parque Natural do Xurês está a estudar a possibilidade de se candidatar à PAN Parks, o que permitiria a criação do primeiro Parque transfronteiriço certificado por esta rede.

Hoje o Parque Nacional Peneda-Gerês recebe crianças da Escola de Pomares que, no âmbito do Programa Escolas da Natureza, vão estudar insectos aquáticos. Este programa quer oferecer a todos os alunos do 8º ano de escolaridade a possibilidade de trocar as salas de aulas da escola, durante três dias e duas noites, pelos espaços da rede nacional de áreas protegidas.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi criado em 1971, pelo Decreto-Lei nº187/71, de 8 de Maio".

Fonte:
Público, 19 / Junho / 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Lamas de Mouro acolhe 3º Fórum de Turismo Sustentável no PNPG

A Porta de Lamas de Mouro, entrada do concelho no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), será palco, no dia 19 de Junho, do 3º Fórum da Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) no território do Parque Nacional.

O fórum, que contará com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Professor Humberto Rosa, terá início pelas 10h30 com uma Sessão de apresentação do Plano de Acção da CETS, para o período 2007/2011, seguida da sua assinatura dos seus princípios, de forma a poder obter a revalidação da Carta.

A sua revalidação, promovida pelo PNPG e pela ADERE-PG, juntamente com os diversos parceiros institucionais, constitui uma oportunidade única para manter a integração na rede de parques certificados, beneficiando assim de uma maior visibilidade junto dos potenciais visitantes.

A Carta aplica-se à totalidade dos cinco concelhos abrangidos pelo Parque Nacional - Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro – e não apenas às zonas classificadas, pelo que a participação de todos os agentes económicos e turísticos é fundamental.

Fonte
: Câmara Munipal de Melgaço, Notícias, 18 de Junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

Curveira


Chás da nossa terra

"MARÇANELA" (Camomila)
Quando eu era mais nova costumava haver muito na zona das Beigas...



Marçanela =»» Chá calmante, também usado para dores de estômago e também para abrir o apetite;

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Electricidade já chega a última aldeia do Minho


" Melgaço. Aldeia com 27 habitações esperava há mais de 20 anos

EDP investiu 80 mil euros para levar rede através do Parque do Gerês

A electricidade começou esta semana "a chegar" à última povoação do distrito de Viana do Castelo, em Covelo, na freguesia de Gave, Melgaço. Ao todo são 27 habitações, entre algumas em ruínas e outras transformadas em casas de fim-de-semana ou utilizadas como segunda residência para os pastores, no período de Verão. Uma espera de décadas que agora chega ao fim, fruto de um investimento de 80 mil euros.

Segundo Mário Guimarães, director da EDP-Norte, "levar a electricidade" à povoação, que a reclamava há mais de 20 anos, obrigou à construção de uma linha de média tensão 15.000 volts de 800 metros de extensão, para além de uma subestação e de toda a rede de baixa tensão, em área do Parque Nacional da Peneda-Gerês. "Para permitir uma melhor integração paisagística, a EDP construiu a rede de baixa tensão com postes de madeira", explicou Mário Guimarães, sublinhando a parceria que a eléctrica nacional estabeleceu com a Câmara de Melgaço para tornar realidade o desejo de Gave.

"Só foi possível com o empenho da autarquia. Mas é propósito da EDP levar a electricidade até todos os lugares, mesmo os que são pouco ou não habitados", sustentou. Segundo o responsável, desde esta semana que a empresa está em condições de receber os pedidos para ligação à rede e instalação do contador.

Fruto da desertificação e do progressivo abandono do pastoreio, nenhuma das habitações da branda do Covelo está actualmente ocupada, em permanência. Apenas aos fins-de-semana e em determinadas alturas do ano é que os proprietários optam por passar algum tempo nas pequenas e rústicas casas da Branda do Covelo, até agora longe das comodidades da energia eléctrica.

A chegada da electricidade está a despertar o interesse de alguns proprietários para a recuperação das habitações, mas voltando-as para o turismo. "É uma branda muito sossegada, isolada, com um clima ameno. Quase não temos gado e pastores, é uma grande oportunidade para potenciar o turismo", explicou ao DN Justino Alves, presidente da Junta de Gave. Na mesma freguesia o mesmo já foi feito numa outra branda, a da Aveleira, um aglomerado de 80 pequenas habitações, na sua maioria voltadas para o turismo. Algumas têm apenas um quarto, em que cada noite chega custar 100 euros.

Localizada em pleno vale do rio Mouro, a freguesia de Gave estende-se por 975 hectares de terras formadas sobretudo por socalcos na encosta montanhosa da serra da Peneda, contando com uma população que ronda as 700 pessoas. Silvestre Araújo, 69 anos, é um dos proprietários e aguarda a ligação à rede. "Quero recuperar a casa. Quem sabe se não vou morar para lá", confessou ao DN. Ex-emigrante em França, mora agora no centro de Gave a alguns quilómetros da branda, onde possuiu uma casa: "Pode ser que a branda volte a ganhar vida, como há 50 anos." "


Paulo Julião, Diário de Notícias, 6 / Junho /2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Alvarinho em risco de acabar ?

Protesto: Uma proposta que chegou à Comissão dos Vinhos Verdes está a causar polémica


Alvarinho em risco de acabar

Os sinos voltaram a tocar a rebate na sub-região de Monção, onde se produz o Alvarinho, o ex-libris dos vinhos verdes brancos. É que, na Comissão de Vitivinicultura da Região dos Vinhos Verdes deu entrada uma proposta de alargar a produção deste vinho a toda a área da região, que é como quem diz, ao Entre-Douro-e-Minho.

Tratando-se de uma casta de características microclimáticas e que, segundo os maiores especialistas, só produz com a máxima qualidade em alguns terrenos dos concelhos de Monção e Melgaço, os produtores e autarcas da região temem que, a ser aprovada essa proposta, o Alvarinho, tal como o conhecemos, de grande qualidade, venha a acabar.

"Nós esperamos que isto não passe de uma ideia de algum iluminado, porque se for levada a sério é algo de, pelo menos, catastrófico", disse ao Correio da Manhã José Emílio Moreira, o presidente da Câmara de Monção, um dos rostos da luta de 2004 contra a construção da Barragem de Cela, no rio Minho.

O autarca, que já foi presidente da adega cooperativa local e da Comissão dos Vinhos Verdes diz que alargar a produção de Alvarinho, enquanto vinho de qualidade produzido em região demarcada, seria "a banalização de um produto de altíssima qualidade, talvez o únicodosvinhos verdes com grandes condições de se impor no mercado internacional".

PROPOSTA

Contactada pelo Correio da Manhã, fonte da direcção da Comissão de Vitivinicultura da Região dos Vinhos Verdes confirmou a existência de uma proposta nesse sentido, mas assegurou de que não existe "nenhuma intenção de a aprovar".

A produção de vinho Alvarinho, nos concelhos de Monção e Melgaço (sub-região de Monção), já atingiu os 4,6 milhões de litros, o que representa um volume de negócios próximo dos 25 milhões de euros.

A produção diz respeito a dois concelhos, sendo que Monção representa 55 por cento e Melgaço 45 por cento. No entanto, convém referir que apenas 1,5 milhões de litros são comercializados como Alvarinho, sendo os restantes em vinhos de qualidade, como o Muralhas ou Varandas do Conde.

FEIRA MOSTRA 19 MARCAS EM MONÇÃO

No próximo fim-de-semana decorre, precisamente em Monção, junto à antiga estação dos caminhos-de-ferro, uma feira dedicada ao Alvarinho, que junta as 19 marcas do concelho, incluindo as duas cooperativas existentes no município: a Provam e a Adega Cooperativa de Monção.

Ao todo, nesta sub-região, contando os concelhos de Monção e Melgaço, existem já mais de 70 marcas de Alvarinho, a esmagadora maioria das quais no concelho melgacense, onde se produz 45 por cento de todo o vinho Alvarinho.

O preço médio da garrafa ronda os 13 euros, sendo que o mais barato anda pelos dez euros e o mais caro ultrapassa os vinte.

Quanto à produção total desta casta, ascende a 4,6 milhões de litros, mas só são engarrafados como Alvarinho 1,5 milhões, ou seja, três mil pipas.

Na Feira do Alvarinho de Monção há um complemento fundamental, que passa pela animação musical e pela gastronomia.

É que os restaurantes do concelho, onde pontifica o sável e o cabrito assado, associam-se à iniciativa, servindo paladares propícios a serem acompanhados pelo vinho Alvarinho.

A Câmara de Monção espera a visita, sábado e domingo, de mais de 15 mil pessoas.

À LUPA

Produção anual: 4.6 milhões kg

Kg de uva: 1 euro

Preço garrafa: 13 euros

Vol. negócios: 25 milhões/ano

Marcas: 70

Produção: Monção/Melgaço

Cooperativas: 3 Espumantes

PORMENORES

TRÊS MIL PIPAS

Nos concelhos de Monção e Melgaço são, todos os anos, produzidas cerca de três mil pipas de vinho Alvarinho, qualquer coisa como dois milhões de garrafas.

METADE PARA EXPORTAR

As comunidades portuguesas são responsáveis pelo consumo de muito do Alvarinho que é exportado para o estrangeiro. As exportações atingem já mais de metade da produção.

A MODA DO ESPUMANTE

Chegou aos vinhos verdes há quase 15 anos e ao Alvarinho há uma década. Hoje há cinco marcas de espumante da casta Alvarinho. Destaque para o Côto de Mamoelas, da Provam.

ADEGAS EM ALTA

Ao contrário do que acontece com a generalidade das adegas cooperativas, as da zona do Alvarinho, Monção, Provam e Quintas de Melgaço, respiram saúde financeira. E podem pagar a uva de boa qualidade a um euro o quilo, ao contrário do que acontece com a uva de vinho verde de outras castas, que raramente ultrapassa os 25 cêntimos por quilo.