segunda-feira, 23 de junho de 2008

Quando passarem por lá...


Bruno Ameixa. Dizem-lhe que tem o 'dom' de causar sensações inesquecíveis e 'místicas' com a sua massagem 'shiatsu zen'. É o criador de "envolvimentos únicos no País": de vinho 'Alvarinho', de lótus e frutoterapia.

O director do River Spa aprendeu a usar as mãos como meio de trabalho

A mestria com que Bruno Ameixa, director do River Spa, no Hotel Monte Prado, em Melgaço, usa as mãos quando massaja causa tamanho relaxamento, e bem-estar físico e psicológico, que as pessoas o procuram de novo.

Mas a maior surpresa - até para o próprio - foi quando lhe disseram que tem "um dom" quando faz a mas- sagem shiatsu zen - tradicional japo-nesa, no chão - e lhe contaram as in-vulgares sensações que experimentaram.

E, para quem diz que "aprendeu a usar as mãos como meio de trabalho", Bruno Ameixa estava longe de imaginar que, dos 45 minutos de massagem, saíssem surpreendentes relatos da parte dos seus clientes. E, para muitas pessoas, alguns difíceis de acreditar. Há quem o descreva como "vidente" ou considere tratar-se de um fenómeno paranormal. Certo é que as pessoas garantem ter vivido determinadas experiências que, por estranho que pareça, as fazem sentir-se bem e com tamanha paz de espírito que perdura nos dias seguintes. Numa das vezes, uma cliente contou que "regrediu no tempo e se sentiu na barriga da mãe e depois no colo do pai, que já tinha falecido". Ainda hoje se lembra de a ver "lavada em lágrimas", quando lhe pediu para mudar de posição.

As descrições vão aumentando, desde conseguir estar com o filho que morreu, passando pela sensação de flutuação e de voo... "Acredito no que os clientes contam, porque são vários a dizer a mesma coisa. Acho que é o auge", afirma, entusiasmado, ao DN gente. Bruno Ameixa explica que esta é "uma massagem tradicional japonesa, feita no chão, onde se trabalha os chacras (são as portas do corpo), os meridianos (linhas de energia no subconsciente), se faz alongamentos e se trabalha as energias". Mas o objectivo, realça, "é atingir o relaxamento físico e psicológico". Há quem consiga muito mais do que isso...

Se o director do River Spa recusa ter este "dom", afinal o que é? "É muita dedicação e concentração da minha parte; o saber trabalhar as energias. Uma quota-parte é do cliente: o relaxar-se, ficar com a mente em branco sem pensar em nada.".

Mesmo assim, garante ao DN gente, "ele está consciente", recusando qualquer relação com a hipnose. E deixa escapar: "Se faço massagem shiatsu zen e não saio a suar, logo não trabalhei as energias."

De todas as massagens que faz, esta é a sua preferida. E porquê? "Dá mais gozo trabalhar as energias e ver o resultado nas pessoas". Já houve tempos em que quase desistiu do curso de direcção de gestão em spas, que tirou no Porto, pela "Academia Galega de Masaxe e Terapias Manuais" (AGAMA Portugal). O ensino era tão intenso que ficou com "os joelhos em carne viva e a sangrar" por causa da alcatifa. Agora não dispensa nem por nada "os tatamis (colchonetas)" - usa marquesas nas outras salas de variadíssimas massagens.

Fonte: Susana Pinheiro, DN Online, 21/Junho/2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ainda sobre a adesão do PNPG à Pan Parks...

Parque Nacional da Peneda-Gerês aderiu a rede das áreas naturais de excelência da Europa


"O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) aderiu hoje à PAN Parks, uma rede que integra as áreas naturais mais importantes da Europa, o que lhe poderá valer um «incremento substancial» do afluxo de turistas estrangeiros.

«Com a certificação PAN Parks, é de esperar um incremento substancial do afluxo de turistas estrangeiros, nomeadamente do norte da Europa, pois irá permitir integrar o PNPG no roteiro dos grandes operadores turísticos especializados em turismo de natureza», explicou fonte do Ministério do Ambiente.

A PAN Parks é uma fundação sem fins lucrativos que visa a criação de uma rede de excelência, com as melhores áreas naturais da Europa, aumentando o seu conhecimento e ajudando a protegê-las.

A partir de hoje, o PNPG passa a ser a primeira área natural ibérica a integrar a rede PAN Parks, mas o Parque Natural do Xurês, do lado espanhol, está também a estudar a possibilidade de se candidatar à mesma rede, o que iria permitir a criação do primeiro parque transfronteiriço certificado pela PAN Parks.

«A adesão do PNPG irá consolidar a estratégia de se manter uma zona de ambiente natural sem qualquer intervenção humana, a qual poderá ser um verdadeiro banco de ensaio para se testar a sucessão ecológica», sublinhou ainda a fonte do Ministério do Ambiente.

As áreas protegidas candidatas à certificação PAN Parks são sujeitas a um «rigoroso» processo de auditoria independente, onde são considerados vários critérios, como a qualidade do ambiente e dos valores naturais, a gestão da conservação da natureza e da biodiversidade, a gestão dos visitantes e o desenvolvimento do turismo sustentável.

Para poderem obter esta certificação, as áreas protegidas têm de cumprir vários requisitos, como possuírem uma área não inferior a 20.000 hectares, integrarem uma zona sem intervenção humana com uma área mínima de 10.000 hectares e disporem de um plano de gestão de visitantes.

O PNPG abrange os concelhos de Arcos de Valdevez, Montalegre, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Melgaço, totalizando uma área de 70.290 hectares.

É a única área protegida nacional que possui a categoria de Parque Nacional, o nível mais elevado de classificação das áreas protegidas".

Fonte: Lusa/SOL, 19/Junho/ 2008

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Parque Nacional Peneda-Gerês entra hoje para a rede das áreas naturais europeias mais importantes

O Ministério do Ambiente espera que com esta adesão o Parque Nacional
venha a receber mais visitantes estrangeiros

"O único parque nacional português, Peneda-Gerês, adere hoje à PAN Parks, rede das áreas naturais mais importantes na Europa. A cerimónia de adesão realiza-se ao início da tarde em Melgaço.

A Peneda-Gerês torna-se assim no único parque ibérico a fazer parte desta rede de excelência, iniciativa sem fins lucrativos criada pela WWF cujo objectivo é melhorar o conhecimento e ajudar a proteger estes espaços.

O Ministério do Ambiente português espera que com esta adesão o Parque Nacional venha a receber mais visitantes estrangeiros, nomeadamente do Norte da Europa, dado que passará a integrar os “roteiros dos grandes operadores turísticos especializados no turismo de natureza”, explica em comunicado.

Esta iniciativa “irá consolidar a estratégia de se manter uma zona de ambiente natural sem qualquer intervenção humana”, que poderá ser um “banco de ensaio” para a implementação do “conceito de wilderness em Portugal”.

O Parque Natural do Xurês está a estudar a possibilidade de se candidatar à PAN Parks, o que permitiria a criação do primeiro Parque transfronteiriço certificado por esta rede.

Hoje o Parque Nacional Peneda-Gerês recebe crianças da Escola de Pomares que, no âmbito do Programa Escolas da Natureza, vão estudar insectos aquáticos. Este programa quer oferecer a todos os alunos do 8º ano de escolaridade a possibilidade de trocar as salas de aulas da escola, durante três dias e duas noites, pelos espaços da rede nacional de áreas protegidas.

O Parque Nacional da Peneda-Gerês foi criado em 1971, pelo Decreto-Lei nº187/71, de 8 de Maio".

Fonte:
Público, 19 / Junho / 2008

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Lamas de Mouro acolhe 3º Fórum de Turismo Sustentável no PNPG

A Porta de Lamas de Mouro, entrada do concelho no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), será palco, no dia 19 de Junho, do 3º Fórum da Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) no território do Parque Nacional.

O fórum, que contará com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Professor Humberto Rosa, terá início pelas 10h30 com uma Sessão de apresentação do Plano de Acção da CETS, para o período 2007/2011, seguida da sua assinatura dos seus princípios, de forma a poder obter a revalidação da Carta.

A sua revalidação, promovida pelo PNPG e pela ADERE-PG, juntamente com os diversos parceiros institucionais, constitui uma oportunidade única para manter a integração na rede de parques certificados, beneficiando assim de uma maior visibilidade junto dos potenciais visitantes.

A Carta aplica-se à totalidade dos cinco concelhos abrangidos pelo Parque Nacional - Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro – e não apenas às zonas classificadas, pelo que a participação de todos os agentes económicos e turísticos é fundamental.

Fonte
: Câmara Munipal de Melgaço, Notícias, 18 de Junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

Curveira


Chás da nossa terra

"MARÇANELA" (Camomila)
Quando eu era mais nova costumava haver muito na zona das Beigas...



Marçanela =»» Chá calmante, também usado para dores de estômago e também para abrir o apetite;

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Electricidade já chega a última aldeia do Minho


" Melgaço. Aldeia com 27 habitações esperava há mais de 20 anos

EDP investiu 80 mil euros para levar rede através do Parque do Gerês

A electricidade começou esta semana "a chegar" à última povoação do distrito de Viana do Castelo, em Covelo, na freguesia de Gave, Melgaço. Ao todo são 27 habitações, entre algumas em ruínas e outras transformadas em casas de fim-de-semana ou utilizadas como segunda residência para os pastores, no período de Verão. Uma espera de décadas que agora chega ao fim, fruto de um investimento de 80 mil euros.

Segundo Mário Guimarães, director da EDP-Norte, "levar a electricidade" à povoação, que a reclamava há mais de 20 anos, obrigou à construção de uma linha de média tensão 15.000 volts de 800 metros de extensão, para além de uma subestação e de toda a rede de baixa tensão, em área do Parque Nacional da Peneda-Gerês. "Para permitir uma melhor integração paisagística, a EDP construiu a rede de baixa tensão com postes de madeira", explicou Mário Guimarães, sublinhando a parceria que a eléctrica nacional estabeleceu com a Câmara de Melgaço para tornar realidade o desejo de Gave.

"Só foi possível com o empenho da autarquia. Mas é propósito da EDP levar a electricidade até todos os lugares, mesmo os que são pouco ou não habitados", sustentou. Segundo o responsável, desde esta semana que a empresa está em condições de receber os pedidos para ligação à rede e instalação do contador.

Fruto da desertificação e do progressivo abandono do pastoreio, nenhuma das habitações da branda do Covelo está actualmente ocupada, em permanência. Apenas aos fins-de-semana e em determinadas alturas do ano é que os proprietários optam por passar algum tempo nas pequenas e rústicas casas da Branda do Covelo, até agora longe das comodidades da energia eléctrica.

A chegada da electricidade está a despertar o interesse de alguns proprietários para a recuperação das habitações, mas voltando-as para o turismo. "É uma branda muito sossegada, isolada, com um clima ameno. Quase não temos gado e pastores, é uma grande oportunidade para potenciar o turismo", explicou ao DN Justino Alves, presidente da Junta de Gave. Na mesma freguesia o mesmo já foi feito numa outra branda, a da Aveleira, um aglomerado de 80 pequenas habitações, na sua maioria voltadas para o turismo. Algumas têm apenas um quarto, em que cada noite chega custar 100 euros.

Localizada em pleno vale do rio Mouro, a freguesia de Gave estende-se por 975 hectares de terras formadas sobretudo por socalcos na encosta montanhosa da serra da Peneda, contando com uma população que ronda as 700 pessoas. Silvestre Araújo, 69 anos, é um dos proprietários e aguarda a ligação à rede. "Quero recuperar a casa. Quem sabe se não vou morar para lá", confessou ao DN. Ex-emigrante em França, mora agora no centro de Gave a alguns quilómetros da branda, onde possuiu uma casa: "Pode ser que a branda volte a ganhar vida, como há 50 anos." "


Paulo Julião, Diário de Notícias, 6 / Junho /2008