quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"Se eu soubesse que ia ser assim..."


No próximo sábado, dia 30 de Agosto, às 21h, no Hotel Castrum Villae, será apresentada a peça "Se eu soubesse que ia ser assim...", encenada por Pedro Ribeiro, a partir de textos de Luísa Costa Gomes.

domingo, 24 de agosto de 2008

Dicionário Castrejo

"ABOUJADO" = surdo; também utilizado como conotação de tonto, pateta.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

"Atmosfera impenetrável de fumo"

No artigo “A linguagem dos objectos e a criação de significado no espaço doméstico: um repertório de afectos”, Carolina Leite, do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, recorrendo a um artigo de Castro Caldas de 1943 *, refere que:

“Depois de uma descrição minuciosa das formas construtivas e dos poucos materiais de construção utilizados (pedra, talhada em blocos), já que a cal a argamassa eram raros, isto para não falar na madeira, pois segundo o autor era material que apenas se destinava à construção das coberturas e dos pavimentos, este prossegue, acrescentando detalhes quanto à tipologia dominante local:

«O edifício destinado a moradia tem dois compartimentos separados por uma divisória de tábuas de pinho apenas justapostas», cada um deles com uma área de cerca de 9 m2 (Castro Caldas, 1943: 83). Num destes compartimentos encontra-se a lareira, ao centro, enquanto o outro é destinado a quarto de dormir, do casal e de duas filhas. Como se pode ler, são divisões mal arejadas e onde a falta de uma chaminé impede a saída do fumo e a renovação do ar. Existem depois os espaços de armazém e da corte do gado. Esta concepção rudimentar do interior doméstico permanece ainda hoje visível em numerosas habitações rurais que mantiveram a sua estrutura ancestral.

A casa que o autor nos faz visitar situa-se na freguesia de Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço. O espaço doméstico organiza-se em torno da lareira, numa atmosfera “impenetrável de fumo” marcada pelo extremo desconforto (Castro Caldas, 1943: 80). Todos os bens existentes na casa, entre mobiliário e utensílios domésticos, descritos de forma exaustiva num inventário a que não faltam o cálculo do valor de compra e do valor estimado à data do inquérito, correspondem à lista que a seguir transcrevemos:

2 camas de pinho, com colchão;
1 cama de pinho com colchão;
1 banco de lareira;
1 banco comprido sem costas;
1 banco pequeno;
1 armário de parede;
1 armário tosco;
1 masseira de pinho;
2 arcas de castanho;
1 máquina «Singer», modelo antigo.

A lista dos utensílios não é longa:

3 potes de ferro;
23 garfos;
26 colheres;
3 facas;
2 almotolias;
1 caneco para a água;
1 peneira;
1 lampião;
1 candeio.

Acrescentam-se ainda, no capítulo das louças e vidros:

10 pratos, 3 travessas, 4 copos, 6 garrafas, 4 malgas, 2 alguidares.

E, finalmente, as roupas de casa:

6 lençóis, 2 travesseiros, 6 mantas, 4 mantas, 5 metades de manta, 4 toalhas de mesa e uma toalha de rosto.

Se tentássemos igual inventário na actualidade, nas famílias que embora tendo nascido e vivido neste cenário, o abandonaram, trocando-o por outro destino, no país ou no estrangeiro, seríamos confrontados com a enorme dificuldade em repertoriar todos os objectos presentes na casa, dada a sua multiplicação provável em muitas dezenas de novos objectos, alguns dos referidos e muitos outros entretanto acrescentados.

A progressiva acessibilidade à abundância de objectos veio transformar este cenário, até há pouco dominante em largas zonas do país, passando-se, no curto espaço de duas ou três décadas, da precaridade à abundância, da estrita funcionalidade dos objectos artesanais para o discurso da sua preservação (e isto em nome da salvaguarda de savoir-faire artesanais ameaçados de liquidação total pela avalanche imposta pela reprodução industrial)”.

* Caldas, Castro (1943), “A habitação rural no Minho Interior ou Alto Minho”, in Basto, E. A. Lima; Barros, Henrique de, Inquérito à Habitação Rural, 1.º volume, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, pp. 73-136


Fon
te:
Leite, Carolina (2000), “A linguagem dos objectos e a criação de significado no espaço doméstico: um repertório de afectos”, in Comunicação e Sociedade 2, Cadernos do Noroeste, Série Comunicação, Vol. 14 (1-2), pp. 205-216

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Chás da nossa terra

Hortelã


Hortelã =» gripe

terça-feira, 5 de agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Visions of Europe - Bico

Como já foi aqui referido, no dia 15 de Agosto o Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro (NEPML) vai realizar o VII Congresso de História Local.

Do programa consta a projecção de um vídeo realizado por Aki Kaurismäki no lugar de Bico, em Castro Laboreiro.

Aki Kaurismäki é um realizador finlandês nascido em 1957. Em 2004 participou no projecto "Visions of Europe", em que 25 realizadores de diferentes países europeus (entre eles, a portuguesa Teresa Villaverde) apresentaram, em curtas-metragens de cerca de 5 minutos, a sua visão da Europa.

Kaurismäki mostrou-nos o Inverno rigoroso de Castro Laboreiro, com a participação de Brazelina Rodrigues, Virgínia Rodrigues, Palmira Fernandes, Mariana Lopes-Alves e Abel Alves.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

XXVI Festa da Cultura de Melgaço




Dia 8

10h00

Abertura Oficial da XXVI Festa da Cultura

Visita à Feira do Vinho Alvarinho, Feira do livro, Feira de Artes e ofícios, Exposições, Tasquinhas e Feira de ArtesanatoArruada com a Fanfarra dos B.V.M.Gaiteiros de Parada do Monte

11h00

Concurso do Vinho Alvarinho

Solar do Alvarinho

11h00

Animação de rua com os grupos:

Funfarra
Arabesk - Dança Oriental
Tambores Tradicionais

16h00

Festival de Artes de Rua

Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Melgaço
Funfarra
Arabesk – Dança oriental
Tambores Tradicionais
Adivinha de Cristal
Trio Dinâmico + Andas
Rainbow Invaders

Praça da República

18h00

Entrega dos prémios com prova dos vinhos a concurso

Solar do Alvarinho

21h30

Teatro com o grupo “Os Simples”

Apresenta: “ O retábulo das maravilhas”

Lg. Hermenegildo Solheiro

23h00

Festival Internacional de Folclore

Espanha
Bolívia
Geórgia
Cuba

Lg. Hermenegildo Solheiro

Dia 9

09h30

Descida do Rio Minho-Rafting
Organização: Associação Melgaço Radical

11h00

Animação de rua com os grupos:

Foula
Rituais Perdidos
Hojalata Samba

16h00

Animação de rua de rua com os grupos:

Foula
Rituais Perdidos
Hojalata Samba

16h00

Apresentação do Boletim Cultural nº7

Salão Nobre da Câmara Municipal de Melgaço

21h00

Teatro com o grupo “Serranilha”
Apresenta: “Job que gritas em mim”

Lg. Hermenegildo Solheiro

23h00

Animação Nocturna com:

Marco Paulo

Lg. Hermenegildo Solheiro

Dia 10

09h30

Descida do Rio Minho – Rafting
Organização: Melgaço Radical

11h00

Animação de rua com os grupos:

Per’ Curtir
Dekilibrio
Mariachi Azteca

15h00

Animação de rua com os grupos:

Per’Curtir
Dekilibrio
Mariachi Azteca

17h00

Rancho Folclórico de Paderne

Escola de Música dos Bombeiros Voluntários de Melgaço
Lg. Hermenegildo Solheiro

18h00

Orquestra Ligeira do Exército

Praça da República

18h00

VII Troféu Município de Melgaço
Marítimo da Madeira vs Real Club Celta de Vigo

Centro de Estágios de Melgaço

21h30

Encenação da Lenda da Inês Negra
Companhia de teatro Comédias do Minho

Recinto do Castelo

23h00

Concerto Musical com:
Fingertips

Campo da Feira

00h00

Espectáculo Pirotécnico e Musical

Campo da Feira


Actividades - 8,9 e 10 de Agosto


Feira do Livro
Alameda Inês Negra
Todos os dias (10:00h – 00:00h)

Feira de Artesanato
Alameda Inês Negra
Todos os dias (10:00h – 00:00h)

Feira do Vinho Alvarinho
Lg. Hermenegildo Solheiro
Todos os dias (10:00h -00:00h)

Tasquinhas
Lg. Hermenegildo Solheiro
Todos os dias (10:00h- 00:00h)

Feira de Artes e Ofícios
Ruas do Centro Histórico
(10:00h – 00:00h)

Biblioteca de Jardim
Alameda Inês Negra
Todos os dias (15:00h-17:30h)
Ateliers temáticos de artes plásticas e hora do conto

Paintball (Organização Draftzone)
Campo Aventura Centro de estágios
Todos os dias (10:00h -16:00h)

Pintura
Pintores Luso-Galaicos
Ruas da Vila-Melgaço