sexta-feira, 9 de abril de 2010

Cinco localidades portuguesas pedem para usar hospital espanhol

Os presidentes das Câmaras Municipais de cinco localidades portuguesas - Valença, Vila Nova, Paredes de Coura, Monção e Melgaço - na fronteira com a Galiza querem que os seus cidadãos possam ser atendidos no hospital Meixoeiro, em Vigo, como parte da cooperação transfronteiriça em matéria de saúde, noticia o El País.

O presidente da Câmara Municipal de Melgaço e da Associação de Municípios do Vale do Minho, Rui Solheiro, afirma que o hospital de Vigo está a 10 ou 15 minutos da fronteira , mais perto que o hospital de Viana do Castelo, pelo que o hospital espanhol deve ser o ponto de referência para aquelas cinco localidades, que ao todo têm 61 mil habitantes. O pedido acontece em plena manifestação que está a ter lugar em Valença onde se erguem bandeiras espanholas para que não encerre o serviço nocturno de urgências.

A cooperação entre Portugal e Espanha é um compromisso assumido entre José Luís Zapatero e José Sócrates, de modo a garantir a cobertura de cuidados médicos às populações transfronteiriças.

Os presidentes das Câmaras destas localidades portuguesas e os municípios espanhóis transfronteiriços acordaram que a Universidade do Minho lançará as bases de um concurso público entre cinco universidades de Portugal e Espanha. A ideia é elaborar um estudo sobre a relação dos equipamentos médicos dos dois países, para a partir daí apresentar uma proposta de unidade transfronteiriça de saúde entre Galiza e Portugal.


Valença do Minho está coberta de bandeiras espanholas desde o  fecho do SAP, a 28 de Março















Sónia Cerdeira, I online, 8 de Abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Museu de Castro Laboreiro - Corre a vida entre Brandas e Inverneiras


O Inverno numa zona da montanha. O Verão passado em quotas mais altas. Em Castro Laboreiro, Melgaço, a transumância é feita ainda hoje por perto de 40 famílias. O museu da localidade revela este modo de vida das gentes da montanha.


De pedra e telhado de palha. Assim se constroem as casas das Inverneiras, locais para passar os três meses de Inverno. Na Peneda-Gerês a vida de muitas aldeias faz-se longe do conforto que caracteriza as habitações dos centros urbanos. Condições climatéricas duras obrigam aos ciclos de transumância: de Verão, nas Brandas, onde as casas, sempre feitas da dura pedra, se situam a entre os 1100 e 1300 metros de altitude. Quando a neve começa a cair, as Brandas já não são bons locais para o gado. O Inverno chegou e é tempo para uma nova mudança. As famílias deslocam-se, montanha abaixo, para as Inverneiras.

A 15 de Dezembro, a população desce às Inverneiras, localizadas entre os 400 e os 800 metros. Aqui permanecem até 15 de Março.

«Aqui em Castro Laboreiro existem cerca de 40 famílias, num total de sete aldeias, a fazer esta transumância», conta a técnica do Museu de Castro Laboreiro, Elisabete Sousa. A responsável explica que esta região do país, no concelho de Melgaço, é das únicas onde este modo de vida permanece. «Por exemplo, na Serra da Estrela desloca-se com o gado apenas o pastor. A família permanece fixa», diz.

Entre as Brandas e as Inverneiras as diferenças de temperatura podem chegar aos seis graus. A Primavera e o Verão têm de ser passados nas Brandas, locais mais altos, devido ao calor elevado que se sente nas Inverneiras. As altas temperaturas não permitem que a água seja abundante e o pasto seca. O gado precisa de ser mudado para as Brandas e com ele segue toda a família. As quotas entre os 900 e 1000 metros são locais fixos, mais virados para os serviços e não tanto para a pastorícia.


Museu revela modo de vida local



O Museu da Castro Laboreiro é gerido pela Câmara Municipal de Melgaço e existe desde 2003. O espaço museológico ocupa o edifício de uma antiga fábrica de chocolate. O objectivo é dar a conhecer o modo de vida das gentes do concelho.

Maquetas mostram o relevo do território, dando uma imagem dos locais das Inverneiras e das Brandas. Há ainda um espaço alusivo à fábrica de chocolate que ali funcionou. Neste canto do museu expõem-se uma torradeira do cacau e um forno. No mesmo espaço estão recortes do jornal «A Neve», propriedade do dono da fábrica. Elisabete chama, então, a atenção para um anúncio publicitário. Lê-se: «quereis engordar em pouco tempo? Tomai todos os dias chocolate da afamada fábrica de Castro Laboreiro».

«Reparem como era. Agora vendem-se produtos para emagrecer», brinca Elisabete.

O traje de Castro Laboreiro está também guardado no museu. A nossa anfitriã explica: «o traje sempre foi preto porque, na montanha, a cor era sinónimo de responsabilidade. As miúdas casavam de preto, levando colorido apenas um lenço de seda amarelo. Quando, os senhores imigravam, elas continuavam de preto. Se ficavam viúvas, de preto continuavam toda a vida».

As raparigas novas, sem estarem na idade de casar, vestiam em tons escuros como verde e, vermelho cor de vinho.


Forno comunitário ainda coze pão



«Castro Laboreiro tem 40 aldeias, tem 40 fornos comunitários», diz Elisabete. Os fornos ainda hoje são utilizados por algumas famílias e tem um funcionamento organizado. «Se hoje quero cozer o pão, então vou buscar a chave à ultima pessoa que cozeu e assim sucessivamente. A única responsabilidade é deixarem o forno limpo como o encontraram», diz. Cada forno leva à volta de 20 pães e as famílias fazem-no em grandes quantidades para durar pelo menos um mês.


Casa de mulheres


A casa contígua ao Museu era habitada só por mulheres, por isso tem uma só habitação. Quando havia homens, então fazia-se uma divisão. «A casa foi reconstruída como era antigamente. No rés-do-chão estavam os animais que aqueciam com o seu corpo a estrutura. O resto do aquecimento ficava por conta da lareira», explica Elisabete Sousa.

No chão e na parede mostram-se utensílios do trabalho agrícola como ancinhos, foices, a batedeira de colmo, utilizada para bater a palha até que estivesse bem unida e pronta para fazer o telhado das casas, a férrea, utensílio para tirar o pão do forno e as forquilhas.

No primeiro andar era a casa de habitação. Aqui está a cama que no local do estrado, tem cordas, o baú para guardar as mantas, a lareira, a almofada e o colchão de palha, entre outros bens comuns em tempos remotos.


Sara Pelicano, Café Portugal, 5 de Abril de 2010

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lampreia do Rio Minho - Um Prato de Excelência



Ao entrar na época da lampreia, dezenas de restaurantes de seis concelhos do Vale do Minho renderam-se ao sabor deste ciclóstomo pescado no rio Minho. Todos os fins-de-semana de Fevereiro e Março a lampreia é rainha. Os apreciadores fazem autênticas romarias para provar o afamado petisco.

As câmaras municipais de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Valença, Monção e Melgaço, em parceria com a Adriminho vão promover a lampreia do rio Minho, uma iguaria de excelência, associada ao património natural, histórico e cultural da região.

A riqueza da gastronomia minhota advém da evolução e da fusão entre a comida de origem popular, as refeições de solar e os pratos de restaurante que já no século XIX tinham boa fama, tudo isto ancorado numa cozinha marcada pela diversidade intra-regional: à moda de Valença, de Viana, de Braga…

Esta é uma excelente oportunidade para saborear um dos pratos mais genuínos da gastronomia minhota. Ensopada no molho do seu próprio sangue, a maneira mais habitual de preparar a lampreia é com arroz ou estufada. Outra forma apreciada é degustá-la após uma marinada em vinho verde tinto. Também poderá experimentar ensopada e servida com pão frito, de cabidela ou à bordalesa.

A lampreia do rio Minho pode medir mais de um metro, e como, com a construção de barragens e açudes, esta espécie se torna cada vez mais escassa, um simples ciclóstomo pode ascender a cerca de 100 euros.


Confrades da lampreia e animação

Esta iniciativa, feita no âmbito da Rede Intermunicipal de Promoção da Lampreia do Rio Minho, tem como objectivo promover a restauração mais típica da região. Assim sendo, pretende-se ainda certificar este produto gastronómico através da criação da Confraria da Lampreia do Rio Minho.

Os concelhos apostam na complementaridade da animação cultural e recreativa. Durante estes fins-de-semana poderá participar em corsos carnavalescos, trilhos pedestres com o rio no percurso e visitas guiadas.

Encontrará ainda os museus abertos, exposições sobre as artes tradicionais de pesca da lampreia no rio Minho, o 33º Rally à Lampreia e, claro, mostras da lampreia, com degustação e provas de vinhos.


Para mais informações sobre esta região, pesquise no nosso Guia de Localidades.

Mara Cavém, Lifecooler, 03-02-2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Povos do Gerês descem a Braga

Há quem fale em milhares. Garantidas, estão mil inscrições para autocarros e outros veículos. Hoje, sábado, os povos da Peneda-Gerês descem a Braga em protesto contra o Plano de Ordenamento do Parque Nacional, que esteve em discussão pública até Dezembro.

O estribilho ecoa nos vales. "Grande manifestação contra o plano de ordenamento do Parque". Devagar, o carro sonoro galga serras e fala ao ouvido dos povoados, a exortar à mobilização. "Pedimos respeito pelas propriedades privadas, pelos baldios, pelas vezeiras, pelas pessoas e suas raízes".

"Está a crescer", afiança José Carlos Pires, porta-voz do movimento Peneda-Gerês Com Gente que, com juntas de freguesia, conselhos directivos de baldios e organizações de caça e pesca, organiza a manifestação, convocada para a avenida central de Braga.

O grosso da mobilização fez-se na última semana. De boca em boca, porta a porta, nos cafés, nas igrejas. "O padre avisou que o presidente da Junta queria reunir o povo", conta Albino Sousa, reformado da lavoura de Germil. Reunido o povo, o autarca pediu "um de cada casa, para ir o mais que pudessem, para dar força", conta Albino.

O presidente da Junta, João Pereira, está satisfeito. Tem um autocarro garantido e pode não chegar. "Certos estão 70 ou 80. As pessoas sentem-se muito atingidas com este plano, que tem mais restrições, por exemplo na pastorícia".

Mas o novo Plano permite a pastorícia tradicional... "É preciso ler nas entrelinhas", contrapõe. "A norma diz que não é interdita desde que seja efectivamente praticada. Ora, se deixar de o ser, depois não pode ser retomada".

As alegadas restrições a usos tradicionais e a intenção de tornar parte do território selvagem (sem intervenção humana, para permitir a conservação de espécies ameaçadas) estão no cerne da questão.

"A estratégia de tornar o território ainda mais selvagem vai contra o que as populações querem, porque pretendem ter melhores oportunidades de vida," e "ignora que todos os sítios de interesse foram feitos pelo homem", sintetiza José Carlos Pires. E sem o homem, sustenta, "vão morrer". O pior, diz, é que as restrições são aplicadas, não sobre os 7,5% de território do Estado, mas sobre propriedades privadas e comunitárias (baldios).

Os cinco mil hectares de área selvagem prevista "estão dentro do baldio de Vilar da Veiga", nota Alexandre Pereira, presidente do seu Conselho Directivo. Os povos vão poder a usá-lo para o pastoreio, "mas as pessoas temem que não seja assim e que o Parque o venha a impedir", sublinha.

E há a restrição de outros usos. "Nem um carvalho para o lume para nos aquecermos ou um ramalho para o gado podemos cortar", queixa-se Albino em Germil. "Há sítios onde não podemos ir sem autorização", acrescenta Jorge Barbosa, dono de um café em S. João do Campo.

A interdição de parques eólicos é outro problema. "Vamos insistir nas renováveis, porque é uma fonte de receita que não podemos deixar passar", diz presidente da Junta do Soajo, Manuel Costa. "As medições de vento dão muitas dezenas e dezenas de torres que poderiam trazer-nos muita receita".

Em Castro Laboreiro, a redução para metade da reserva de caça para permitir a protecção do conjunto megalítico do planalto leva a Braga mais de um autocarro de manifestantes. Albertino Esteves, vice-presidente da associação venatória, não contesta o objectivo. Mas pensa que "pode ser compatibilizado" e queixa-se de falta de diálogo.

O pecado da imposição

O padre César Maciel, pároco de Castro Laboreiro, declina imiscuir-se na querela. Mas pede diálogo e lembra os pecados da florestação forçada dos baldios e da imposição da criação do parque pelo Estado Novo que não estão esquecidos.

A Gavieira, com uma leitura diferente do Plano, não estará hoje na manifestação. "Fizemos propostas e estamos à espera do que vai sair", diz o presidente da Junta de Freguesia, Américo Pio. "Tivemos reuniões com o director e deram-nos garantias: os gados podem continuar a ir ao monte e podemos recolher lenhas como sempre se fez. E podemos tirar algum saibro ou alguma pedra desde que seja para consumo e não para vender", diz.



Alfredo Maia, Jornal de Notícias, 23-01-2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Manifestação contra o Plano de Ordenamento do PNPG

Apesar da chuva que caiu ontem à tarde, as gentes da Peneda-Gerês não arredaram pé e caminharam desde a Arcada até ao Governo Civil de Braga em protesto contra o Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), que esteve em discussão pública até Dezembro e que deve entrar em vigor no próximo mês de Abril.Empunhando faixas e cartazes, o povo fez-se ouvir na Avenida Central e junto ao governo civil, onde disseram “NÃO” às restrições do Plano de Ordenamento do Parque.“Queremos um Parque Nacional com Gente”, “Queremos Respeito pelos Usos e Costu-mes”, “Proibir a Caça Não é Proteger a Natureza” e os “Índios do PNPG pedem Justiça” foram algumas das frases que os mais de mil manifestantes trouxeram à rua, num apelo ao respeito pelo povo e pelos seus interesses.Antes de ser entregue ao representante do Governo Civil de Braga, foi aprovado por unanimidade o documento endereçado à ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, onde as gentes da Peneda-Gerês manifestaram a sua “oposição a qualquer tentativa de imposição de taxas sobre as actividades em território privado”.As mais de duas mil pessoas que legitimam o Movimento Peneda-Gerês com Gente reclamam a “suspensão do processo de revisão do Plano de Ordenamento do PNPG e o início de um novo processo de revisão; a consagração do estatuto das populações locais no novo regulamento; a defesa dos direitos e interesses das populações; a defesa de um plano de ordenamento que valorize o território e as populações e a reformulação dos vectores do desenvolvimento socioeconómico do território”.

Manuel Branco, presidente da Junta de Freguesia de Cabana Maior (Arcos de Valdevez), entidade gestora de baldios, disse ontem aos jornalistas que “estão já a ser recolhidas assinaturas para a eventualidade do assunto ser levado à apreciação da Assembleia da República”.“Estão a querer impôr regras restritivas que vêm colidir com a lei dos baldios”, criticou Manuel Branco, lembrando que com este plano de ordenamento “Gavieira fica quase sem terreno para poder caçar e o Soajo sai também prejuducado”. “Se as populações não estão contentes com as imposições, o PNPG sai prejudicado”, lamentou o autarca de Cabana Maior.

Os partidos políticos PS, PSD e PCP fizeram-se representar na manifestação em Braga.

Ivo Batista - Clube de caça e Pesca do Soajo e gavieira“Viemos da vila do Soajo lutar pelos nossos direitos, sobretudo pelo direito a poder caçar e pelo direito a podermos ter o gado no monte. Este Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) não respeita as pessoas e a forma como está definido só vai fazer com que as populações fujam da Peneda-Gerês. O PNPG terá muitos animais mas será um lugar sem gente. Nós esperamos que a população seja ouvida porque se não for em Braga iremos até Lisboa para fazermos valer a nossa opinião”.

Do Soajo, cerca de 300 deslocaram-se a Braga em clara oposição ao plano de ordenamento do PNPG.

João Dinis - confederação Nacional de Agricultura (CNA)“Vimos exprimir a solidariedade activa da CNA aos povos da Peneda-Gerês, contra este abuso que se opõe aos interesses das populações que criaram e dão sentido ao Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Muito daquilo que lá está deve-se ao trabalho de gerações, ao seu suor e às suas lágrimas. A CNA já reclamou à ministra do Ambiente que suspendesse a regulamentação do PNPG, dizendo que não presta, não serve e que é uma violência. Pedimos para que ouvisse, em primeiro lugar, as populações e os seus representantes e seja respeitada a vontade e o interesse das pessoas”.

Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=21844

domingo, 20 de dezembro de 2009

"Bom era mesmo que viesse a neve, por causa do turismo"

"A cerca de mil metros de altitude, em Castro Laboreiro, os termómetros marcavam ontem zero graus. Mas para os habitantes desta localidade as temperaturas negativas que se prevêem para o País não são novidade. Ainda há menos de um ano a pequena aldeia viveu o maior nevão da década, por isso o frio volta agora a ser combatido por "fartas lareiras" e aquecimento central pelos 500 habitantes.

"Termómetros abaixo de zero não é nada de especial. Já estamos habituados ao frio. Bom era mesmo que viesse a neve, por causa do turismo", explicou ao DN o presidente da Junta, Adelino Esteves. Para combater temperaturas negativas Castro Laboreiro volta a refugiar-se nas lareiras. "Vamos à lenha, para fazer umas fogueiras e aquecer a casa, mas alguns já optaram pelo aquecimento central", admitiu o autarca.

Isto tendo em conta que o Instituto Nacional de Meteorologia prevê que o mercúrio dos termómetros desça a valores negativos em todo o interior das regiões Centro e Norte do País. A previsão é assim de dias de temperaturas muito baixas, incluindo as máximas, já que Lisboa não deverá conseguir mais do que 10 graus. Évora e Viana do Castelo não ultrapassarão os seis graus. A Protecção Civil da Guarda aconselha mesmo os habitantes do concelho a adoptarem medidas de auto-protecção, como uso de agasalhos e consumo de bebidas quentes, para evitarem a ocorrência de "situações desastrosas" devido à vaga de frio.

Em pleno Alto Minho e na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês, sempre que o frio aperta é habitual a chegada do manto de neve. "Temos lugares, que estão a mais de 1300 metros de altitude, que chegam aos 70 centímetros de neve", acrescentou Adelino Esteves. A neve, segundo as previsões, poderá chegar amanhã a Castro Laboreiro. "E quando há neve é uma alegria nas ruas", diz o autarca".

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Portas do Gerês abrem ao fim de quase 40 anos

Parque natural

São cinco estruturas que devem entrar em funcionamento até ao próximo ano

Idealizada há quatro décadas pelo primeiro director do Parque Nacional da Peneda-Gerês, a proposta com vista à criação de espaços de atendimento aos visitantes deverá ser ultimada até princípios de 2010.

Há perto de 40 anos, Lagrifa Mendes, o primeiro director do único parque nacional do país, lançava as bases de conceito que tinha por meta a criação de estruturas de apoio aos visitantes que demandassem o espaço natural. Porém, seriam precisas mais de três décadas para que se assistisse à abertura da primeira "porta".

Em número de cinco, cifra que corresponde aos municípios que integram o parque - distribuídos por três distritos: Braga, Viana do Castelo e Vila Real -, as estruturas devem estar funcionais até princípios do próximo ano, afiançam os municípios, que dinamizam os equipamentos juntamente com o PNPG. A porta de Montalegre, num imóvel construído de raiz na Paradela, poderá, contudo, constituir a excepção, visto a autarquia local não avançar, ainda, um prazo para a sua abertura.

Situada na encruzilhada da estrada que serve Castro Laboreiro e o santuário da Peneda, Lamas de Mouro, em Melgaço, seria, em 2004, a primeira a acolher um equipamento do género, disponibilizando, desde então, actividades específicas de animação e educação ambiental.

Dois anos volvidos, Terras de Bouro assistia à abertura da porta de S. João do Campo, no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, tendo, na passada semana, Arcos de Valdevez posto a funcionar idêntica estrutura situada em Mezio, no Soajo.

Segundo a Câmara arcuense, a estrutura é composta por cinco imóveis construídos de raiz, contemplando, além do atendimento, um centro interpretativo (dedicado à arqueologia) e uma área reservada ao parque nacional, além de um albergue, que deverá abrir portas até ao final do ano.

Até princípios de 2010, deverá, também, abrir a de Ponte da Barca (Lindoso), estima a autarquia, adiantando que o investimento, de 850 mil euros, está concluído.

Em Montalegre, enquanto não abre a porta de Paradela do Rio, a divulgação do espaço natural está a ser feita, provisoriamente, numa sala do pavilhão multiusos, na sede de concelho. "Existirá alguma dificuldade, mas não sabemos o que se passa", assinala o vice-presidente da Câmara, Orlando Alves.

Luís H. Oliveira e Margarida Luzio, Jornal de Notícias, 24/11/2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Un parque de dos países

Las sierras de Gerés y Xurés, reserva de la biosfera, unen Portugal y España


El programa Hombre y Biosfera de la Unesco ha designado en la península Ibérica la segunda Reserva de la Biosfera transfronteriza. Tras la declaración en el año 2006 de la Reserva Intercontinental del Mediterráneo que incluía varios parques y reservas andaluzas y marroquíes, ahora la lista de territorios custodiados por la Unesco incluye también las sierras fronterizas de Gerés y Xurés entre el norte de Portugal y el sur de Ourense.


Con una superficie de 259.496 hectáreas, la nueva reserva arropará las tierras de 11 municipios, 6 en Galicia y 5 en Portugal, englobando la totalidad del parque natural de la Baixa Limia y Serra do Xurés, en la zona española, y el parque nacional de Peneda-Gerés, en la portuguesa.


La orografía fragosa de las montañas ha propiciado el aislamiento de todos los municipios de la región, pero es en la parte portuguesa donde el olvido ha conservado mejor un mundo rural difícil de hallar en casi ningún otro sitio de la Península. El río Limia o Lima, dependiendo del lado de la frontera, es la gran vena acuosa de la comarca y en cuyo entorno se estructuran todas las cuerdas montañosas. Las crecidas que proporcionan al cauce las mareas procedentes de su desembocadura en Viana do Castelo dan al río la imagen fantástica de un estero selvático arropado por una impenetrable vegetación que convierte los paseos en piragua en una aventura.


Ponte da Barca es considerada la capital del parque nacional de Peneda-Gerés y el mejor punto de inicio para recorrer el lado portugués de la nueva reserva. Una tierra de vino verde para un pueblo tranquilo de algo más de 2.000 habitantes donde se ha concentrado la vida comercial de la comarca, en especial los miércoles, con el mercado de la ribera del Lima. El viejo puente de diez arcos da acceso hacia Arcos de Valdevez, el otro pueblo grande del contorno.


'Vinho' verde y 'espigueiros'


Pero el pequeño mundo rural perdido de estos montes hay que buscarlo río arriba por la carretera que zigzaguea entre los bosques. La aldea de Entre Ambos os Ríos marca la franja de protección del parque nacional. Aquí se encuentra una de las zonas de acampada gestionadas por el parque, desde donde se pueden alquilar piraguas para remontar el río una veintena de kilómetros por uno de los tramos fluviales mejor conservados de Portugal hasta la frontera española en Lindoso. Garzas reales, cormoranes, martines pescadores, oropéndolas, lavanderas y mirlos acuáticos comparten las orillas del copioso caudal con las abundantes nutrias, que aunque muy difíciles de ver sí se adivinan por los restos de su pesca.


En busca del norte hacia las sierras de Peneda la primera joya que aparece es el pueblito de Soajo, famoso por sus espigueiros, una treintena de hórreos de piedra agrupados en un cerrete a las afueras del pueblo. La plaza empedrada y su pelourinho (picota) centran la vida de su casco viejo, entre callejuelas, casas de granito, acequias y huertas. Entre robledales y alguna mata de castaños serpentea la carretera por la sierra con la amenaza de enormes bolos graníticos en equilibrio a punto de rodar hacia la calzada. El paraje de las Peñas Calvas y la garganta del río Peneda sorprenden a los viajeros antes de llegar a las aldeas de Tibo, Roucas y Gavieira.


Vacas cuernilargas


Un poco más al norte aparece en la ruta el mayor cenobio de estas montañas, el santuario de Nuestra Señora de Peneda, con su espectacular escalinata de 300 peldaños, una importante muestra de la arquitectura religiosa neoclásica portuguesa. En la punta norte del parque abundan las invernadeiras y brandas salpicadas de chozos de piedra, destino de la pequeña trashumancia de vacas cuernilargas barrosas y cachenas durante el estío. Aquí se arracima otro grupo de aldeas de gran interés etnográfico, como Lamas de Mouro, que cuenta con un centro de interpretación del parque, y Castro Laboreiro, donde los restos de su castillo medieval vigilan uno de los pasos del Camino de Santiago portugués. En la zona se hallan también restos de castros celtas y varios dólmenes de la Edad de Piedra.


De vuelta a las riberas del Lima aparece Lindoso rodeado de viñedos y maizales, sin duda uno de los pueblos más peculiares de la comarca. Su castillo del siglo XIII restaurado y los sesenta espigueiros que lo rodean se han convertido en la estampa más turística de la sierra Amarela, pero la aldea tiene muchas más delicias escondidas si se recorren sus callejuelas a la sombra de tupidas vides emparradas. Más al sur y ya en el municipio de Terras de Bouro se localiza Vila do Gerés, también conocida como Caldas de Gerés por sus fuentes termales. Desde aquí se accede a la Portela do Home, donde se encuentran algunos restos de la calzada romana entre Braga y Astorga. También se pueden realizar algunas excursiones senderistas por las zonas protegidas de la Mata de Albergaria, como la del río Homen, que llega hasta una impresionante cascada, o las de Trilho da Preguica y Trilho da Calcedónia, que se adentran por zonas boscosas de alto valor. Al otro lado del macizo de Gerés sobrevive una de las aldeas más remotas de Portugal, Pitoes das Júnias, al cuidado de las ruinas del viejo monasterio románico de Santa María das Júnias (siglo XIII), edificado a orillas del río Campesino a pocos metros de un fabuloso salto de agua.


Hórreos en Espigueiros de Soajo (Portugal) - Pedro Retamar


Pedro Retamar, El Viajero - El País, 24/10/2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pan Parks consagra agentes económicos

O Parque Nacional da Peneda-Gerês e 17 agentes económicos da área turística detém a partir de agora a certificação Pan Parks, o que os engloba numa rede europeia "de excelência" de áreas de vida selvagem.

Os certificados foram entregues durante a VIII Conferência Anual da Fundação PAN Parks, que decorreu até ontem na aldeia serrana de Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço. "Foi um encontro marcante para a vida do PNPG porque foi nele que nos foi entregue a certificação Pan Parks, o documento formal de aceitação do parque enquanto um Pan Park europeu, e simultaneamente porque foi entregue certificação a 17 agentes económicos locais, que a partir de agora poderão desenvolver as suas actividades integrados numa rede de parceiros económicos e comerciais de excelência", referiu ao Jornal de Notícias, Duarte Figueiredo, director-adjunto do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas do Norte, considerando ainda que a referida conferência "permitiu, de uma forma marcante e definitiva, colocar o Parque Nacional da Peneda Gerês entre os parques de excelência que existem a nível europeu".

Actualmente, encontram-se certificados pelo Pan Parks os parques nacionais do Archipelago e de Oulanka (Finlândia), Borjomi-Kharagauli (Geórgica), Central Balkan (Bulgária) , Fulufjället (Suécia), Majella (Itália), Paanajärvi (Rússia), Retezat (Roménia), Rila (Bulgária) e Soomaa (Estónia).

Duarte Figueiredo sublinha que o Pan Parks constitui "um sistema de certificação de parques de extrema exigência, de tal maneira que das dezenas e dezenas de parques nacionais que existem na Europa só onze é que a obtiveram" e que, por isso, "atira o parque Peneda-Gerês para o topo a nível europeu". "Percebemos que isto um instrumento vital para o salto qualitativo que o PNPG precisava dar no contexto europeu em que se coloca", argumenta, garantindo que atingido que está agora este patamar, para o parque nacional português futuro passa a ser sinónimo de Turismo. "Estamos numa rede europeia que promove o Turismo nas suas áreas protegidas e que permite aos promotores turísticos locais ganhar escala, capacidade de intervenção no mercado global e trazer um óbvio aporte económico às comunidade locais onde eles se inserem", conclui.

Fonte: JN 19/10/2009

domingo, 27 de setembro de 2009

Câmara vai investir 5 ME na requalificação do parque termal do Peso

O parque termal de Melgaço, cujo balneário se encontra em estado de degradação, vai ser requalificado, num investimento que poderá ascender a 5 milhões de euros, anunciou hoje o presidente da câmara local.

Rui Solheiro disse à Lusa que a câmara vai assumir, a partir de quinta-feira, a gestão daquele parque termal, que nos últimos anos esteve nas mãos da Unicer, após o que avançará "de imediato" com uma candidatura aos fundos comunitários, para as obras de recuperação.

"Em 2010, contamos já ter a obra a andar", afirmou.

Segundo o autarca socialista, vai tratar-se de uma "requalificação total", que englobará o balneário, as duas fontes, a casa do guarda e toda a zona envolvente, numa área de 60 hectares.

Quinta-feira, a Câmara e a Unicer assinam um protocolo pelo qual a gestão do parque termal fica entregue à autarquia durante 25 anos, ficando aquele grupo com a exploração e fábrica de engarrafamento da água mineral.

Actualmente em estado de degradação total, o balneário principal do parque termal de Melgaço está fechado há uma década, tendo entretanto os banhos e tratamentos decorrido num pré-fabricado.

Este ano, já nem sequer o pré-fabricado funcionou.

"Tem havido muitos projectos, muitas declarações de intenções por parte dos concessionários das termas, mas a verdade que muito pouco foi feito, e hoje aquele 'ex-libris' do concelho está num estado que nos envergonha a todos", acrescentou Solheiro.

in VCP (Lusa), Diário de Notícias, 22/Setembro/2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009






O nosso blog está hoje de parabéns, chegou às dez mil visitas! Já há mais de dois anos (em Junho de 2007) que o iniciámos. Embora nem sempre tenhamos a disponibilidade ou a inspiração desejadas para o actualizar regularmente, esperamos continuar por muito mais tempo! Obrigado a todos os que nos vão acompanhando!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Top Atlântico lança programas para amantes da fotografia


A Top Atlântico lançou no mercado vários programas especialmente destinados aos amantes da fotografia. Em parceria com a Evasão – Eventos Fotográficos e Geográficos, a agência desafia assim os apaixonados pela arte de fotografar, a explorar vários destinos, em Portugal e no estrangeiro.

Os interessados podem dirigir-se à Top Atlântico e adquirir os programas disponíveis: de 02 a 05 de Outubro um programa em Castro Laboreiro por preços desde 189 euros; de 28 de Novembro a 01de Dezembro na Barragem do Alqueva e Baixo Alentejo a partir de 189 euros e Picos da Europa – Astúrias de 30 de Dezembro a 03 de Janeiro de 2010 desde 239 euros. Todos os programas incluem alimentação mas não incluem transporte.

Todos os programas estão disponíveis na rede de balcões da Top Atlântico e podem ser consultados on-line em
http://www.topatlantico.com/.


Monte Prado Hotel & Spa lançam massagem “Sons do Vento”


"O River Spa do Monte Prado – Hotel & Spa, situado em Melgaço, no Minho, lançou a sua primeira massagem de assinatura, “Sons do Vento”, que pretende misturar sensações, promovendo o encontro entre o corpo e a mente.Exclusiva do espaço, a massagem conta com óleos essenciais aquecidos e a brisa refrescante de “leques” naturais, explica o Spa em comunicado.

A sessão de massagem começa com “um som encantador e relaxante e uma impressão de arrepio que percorre todo o corpo. Provocando o despertar dos sentidos num ritual que ora toca a pele, ora lhe provoca sensações sem sequer lhe tocar...” .

O River Spa anunciou um preço de lançamento para esta massagem, de 50 euros por pessoa.

O Monte Prado Hotel é uma unidade hoteleira de 4-estrelas, localizada no coração do Minho, em Melgaço, dispõe de 43 quartos, com casa de banho, restaurante, bar, piscina exterior, piscina interior climatizada, ginásio, court de ténis e uma vasta área verde envolvente".


in: Presstur, 18-09-2009

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Providência cautelar ‘retira’ cargo a directora de escolas em Melgaço


" O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga deu provimento à providência cautelar apresentada pelo ex-presidente do Conselho Executivo (CE) do Agrupamento de Escolas de Melgaço, suspendendo, assim, a eficácia de todos os actos que conduziram à escolha da nova directora ao abrigo do actual modelo de gestão.

É o primeiro caso conhecido em que uma decisão deste género tem efeito depois da tomada de posse do director ou directora, que, neste caso, está desde Junho em funções, o que levanta a possibilidade de vir a ser reclamada a invalidade de todos os actos entretanto por ela praticados.

Na generalidade das escolas, a aplicação do novo modelo de gestão não provocou problemas - porque os mandatos dos CE já tinham terminado ou porque os elementos daqueles órgãos abdicaram deles. Noutras, porém, os membros eleitos não aceitaram a interpretação do Ministério da Educação (ME), segundo a qual até 31 de Maio de 2009 deviam estar escolhidos os directores em todos os estabelecimentos, independentemente de, à data, os CE eleitos terem terminado, ou não, os respectivos mandatos. Foi o que sucedeu em Melgaço.

Contactado pelo PÚBLICO, Nuno Esteves, da sociedade AFAdvogados, confirmou o teor da sentença do TAF de Braga, que, disse, “considerou ilegais os actos que conduziram à eleição da directora”, dando razão ao ex-presidente do CE, que representa.

À semelhança do que aconteceu, já, noutros três casos semelhantes, envolvendo outras tantas escolas e tribunais, a sentença baseia-se na convicção de que o novo regime de gestão escolar estabelece que os CE deviam completar os mandatos (de três anos) para que foram eleitos ao abrigo da legislação entretanto revogada.

O caso de Melgaço tem, no entanto, uma particularidade: ao contrário do que acontecia nos agrupamentos de escolas de Coimbra, Leiria e Régua (em que os directores não tinham tomado posse, e por isso, os CE se mantiveram e continuam em funções), o agrupamento de escolas de Melgaço já é dirigido, desde Junho, por uma directora, escolhida ao abrigo da nova legislação.

Esta é uma situação nova e foi para ela que alertou o advogado Garcia Pereira num parecer sobre a matéria, produzido em Abril. Na altura, considerou que “a imposição da interrupção dos mandatos (…) em curso e a imediata eleição do director” era “susceptível de produzir consequências tão avassaladoras quanto imprevisíveis”. Como exemplo apontou a possibilidade de aquela situação levar à “arguição de invalidade de todos os actos praticados” pelos directores.

Em Melgaço a questão não se porá, contudo, de imediato. Contactado pelo PÚBLICO, o assessor de imprensa do Ministério da Educação, Rui Nunes, afirmou que será apresentado recurso da sentença, pelo que a actual directora se manterá em funções até nova decisão dos tribunais.

Dos cinco casos conhecidos em que ex-presidentes de CE recorreram a providências cautelares para manterem ou recuperarem o lugar, só num o Ministério da Educação lhe viu ser reconhecida a razão. Aconteceu no caso do agrupamento de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, cujo CE foi destituído pela Direcção Regional de Educação e substituído por uma Comissão Administrativa Provisória. Ali, foi a ex-presidente do CE do agrupamento que recorreu da sentença ".

ME determinou que até 31 de Maio de 2009 deviam estar escolhidos todos os directores


Graça Barbosa Ribeiro, Público, 15-09-2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Portugal de skate

Parece que há quem ande a percorrer o país de skate: Portugal de Skate.

Estes dois vídeos são da viagem de Melgaço até Castro Laboreiro (deve ter custado!!) e de Castro até ao Lindoso.




quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Desportos radicais em alta


Há cada vez mais empresas e associações que fazem programas no rio Minho


"Nestes últimos anos temos tido uma grande solicitação
, sobretudo, do rafting, e este ano, por incrível que pareça, foi o ano mais forte.

Nos outros anos estávamos a trabalhar com uma média de três mil pessoas e, este ano, ainda a época não acabou, só termina em Dezembro, e já vamos para os quatro mil participantes", referiu Anselmo Dantas, presidente da "Melgaço Radical", garantindo que houve também um significativo crescimento da procura deste desporto-aventura por parte de espanhóis.

"Procura-nos maioritariamente o público português, desde o Algarve, Lisboa, Grande Porto, Braga, Viana do Castelo, e também já tivemos uma grande solicitação a nível do estrangeiro, belgas, holandeses, franceses, ingleses, alemães e muito dos 'nuestros hermanos', desde Barcelona a Madrid, Mérida, Valladolid e de toda a zona fronteiriça, na Galiza, desde a Corunha até Vigo", evidenciou.

Única associação local no terreno, que é como quem diz, nas águas do Minho, desde finais da década de 90, a "Melgaço Radical" (desportos-aventura: rafting, rappel, slide, canoagem, tiro com arco), tem visto a concorrência crescer, com a exploração dos desportos-aventura por parte de outras associações e empresas nacionais e espanholas.

"Não temos um único fim-de-semana sem actividade, e às vezes, com espanhóis e tudo, somos aí uns 30 no rio, mas dá para todos", comenta Dantas, indicando um dos factores que mais beneficiam esta prática na região de Melgaço: "Temos a grande sorte de ter o Minho que nos permite ter actividade todo o ano. Temos rios no país, o Paiva, o Tâmega …e outros tantos que são sazonais e actualmente estão secos. Temos a felicidade de ter água todo o ano".

Durante o Verão, reduzido, por vezes, ao seu caudal ecológico - ditado pelas cinco barragens e 40 mini-hídricas existentes a montante -, o rio recebe a sua maior enchente, com gente de todas as idades, a aventurar-se num percurso alternativo de 10 quilómetros, entre a zona do Complexo Desportivo da vila e a zona de Mouretão.

No Inverno, quando o rio se torna bravio, as tão apreciadas descidas radicais do rio são apenas abertas a adultos, e acontecem ao longo de 18 quilómetros, entre a barragem da Frieira e a ponte internacional Peso/Arbo.

Nunca o troço internacional do rio Minho, entre a barragem da Frieira e Penso (Melgaço), foi tão concorrido para desportos radicais Empresas e associações não têm tido mãos a medir para responder a solicitações, sobretudo, de portugueses e espanhóis.

Colunáveis mais "radicais" divertem-se em Melgaço

Monitor de rafting há largos anos, Anselmo Dantas diz que o seu praticante na zona de Melgaço não tem um perfil definido. Descreve-o como sendo mulheres, homens e até crianças (no Verão quando o rio é menos bravio) de todas as idades, que chegam em família, aos pares ou em grupos de amigos, empresas, clubes, escolas e até unidades de saúde.

Afirma que, por norma, tem "poder de compra", e é desde o anónimo à figura pública. Além de aventura, acrescenta, também gostam de comer bem e beber melhor, até porque o vinho Alvarinho e a gastronomia tradicional são complementos às "duras" jornadas no rio. Manuel Luís Goucha, Sónia Araújo, Rui Unas, Raquel Prates, Rita Mendes, Angélico, Paulo de Carvalho - "já é nosso amigo", afirma Anselmo -, são alguns dos 'habitués' que galgam rio abaixo, entre as tradicionais pesqueiras do Minho, a bordo das embarcações da "Melgaço Radical". Políticos conhecidos do panorama nacional e internacional como Durão Barroso, que se faz acompanhar pela família, e mais recentemente Vital Moreira, que fez questão de transformar uma descida de rafting numa acção da campanha para as europeias, são outros dos "colunáveis" que Anselmo Dantas refere como fazendo parte do 'curriculum' da associação a que preside. O monitor indica ainda como seus "clientes fidelizados" equipas de hospitais de Porto, Viana e Póvoa de Varzim.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Começa hoje a Festa da Peneda


"A Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, é uma romaria que se realiza, todos os anos, entre 1 e 8 de Setembro. O dia 6 de Setembro ainda é o apogeu da festa a que não faltam as cantigas ao desfio acompanhadas pelas concertinas.

Peneda era uma das «brandas» que o povo do Soajo tinha pela serra. O tombo de Castro
Laboreiro em 1565, e ao falar da Peneda, menciona os nomes ermitão e rio do ermitão. Reza a História que foi neste sítio que apareceu a imagem da Senhora da Peneda ou das Neves.

Actualmente, a maior parte dos peregrinos fica nos cartéis que a Confraria transformou em
Albergue de Peregrinos e ainda um remodelado hotel e restaurante.

No dia 2, é o Sagrado Lausperene, com o Santíssimo Exposto. No dia 6, tem lugar a procissão
eucarística, às cinco da tarde, descendo a escadaria e voltando ao Santuário, com bênção dada do coro. A procissão das velas é a 7 de Setembro e, um dia depois, às 11 horas, tem lugar a Festa de Nossa Senhora da Natividade, com missa instrumental e procissão do «Adeus».

A
animação da festa passa muito por música popular e calcula-se que serão várias as centenas de concertinas e cantadores ao desafio que, nas noites de 6 para 7 e 7 para 8, demandarão as terras da Peneda".

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sócrates e ministra da Educação no Minho


O primeiro-ministro, José Sócrates, e a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, visitam hoje, a partir das 10h00, as obras da EB 2,3 de Cabeceiras de Basto e o Centro Escolar Padre Dr. Joaquim Santos.

A comitiva segue, depois, para Melgaço, para o novo Centro Escolar da vila (na foto), uma estrutura em construção no terreno anexo à EB 2,3/S, que começará a funcionar já no próximo ano lectivo.

Pelas 16h00, a responsável pela pasta da Educação está no Centro Escolar de Arcos de Valdevez e
José Sócrates em Guimarães, na empresa Orthos XXI.



Diário do Minho, 19/08/2009

As cinco portas do Gerês devem abrir todas ainda este ano



Há quase 40 anos, o primeiro director do Parque
Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), Lagrifa Mendes, sugeriu a criação das portas do parque, um ponto de recepção aos visitantes, onde lhes seria dado a conhecer um pouco do que podiam ver nas serras. A ideia é antiga, mas só neste século começou a tomar forma. Ainda este ano deverá ser possível, pela primeira vez, utilizá-las todas. A de Lindoso, em Ponte da Barca, é inaugurada no final do mês.
As portas do PNPG serão cinco, tantas quantos os municípios que o integram. A ideia avançou lentamente e só depois do ano 2000 é que se começaram a traçar planos concretos. Hoje, estão em funcionamento duas das portas previstas.

A associação de desenvolvimento
regional Adere-Peneda-Gerês está a desenvolver um estudo sobre a forma de gestão das portas. Para já, as autarquias são as responsáveis por estes equipamentos, mas o desafio da Adere passa por criar "uma rede de gestão conjunta", refere a directora da associação, Sónia Almeida. O projecto, financiado pelo QREN, pretende tornar as cinco portas "complementares", criando um programa de animação conjunto, com eventos culturais, programas ambientais e iniciativas de marketing que envolvam os municípios. O projecto ensaia agora os primeiros passos e conta dar frutos dentro de dois anos.

Os bons resultados
da primeira porta do Parque Nacional, inaugurada há cinco anos, em Lamas de Mouro, Melgaço, são um bom prenúncio. E, desde 2006, a porta de S. João do Campo, em Terras de Bouro - que funciona no Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna - tem também registado um aumento do número de visitantes.

As
outras três portas estão quase prontas a abrir. No final deste mês, começa a funcionar a porta central do Parque Nacional, no concelho de Ponte da Barca. A estrutura está instalada no Castelo de Lindoso, a três quilómetros da fronteira espanhola. Esta será a única porta transfronteiriça do PNPG, permitindo a ligação entre a área protegida portuguesa e o Parque Natural Baixa Limia/Serra do Xurés, criado em 1992.

A porta de Ponte da Barca chegou
a estar prevista para a freguesia de Entre Ambos-os-Rios, mas, há dois anos, a autarquia entendeu que seria preferível criá-la em Lindoso. Com o investimento - avaliado em 900 mil euros -, a fortificação beneficiou de obras de renovação, o que permitiu criar um núcleo museológico militar, lembrando o tempo em que aquele castelo foi um importante reduto de defesa da fronteira. No interior da muralha existirá um núcleo explicativo das características de fauna e flora do parque, bem como do património histórico existente no concelho. Do lado de fora, junto do maior conjunto de espigueiros de Portugal, estará a porta do parque, com uma loja de produtos locais, um pequeno auditório e o espaço de recepção dos visitantes do PNPG.

Não muito longe de Ponte
da Barca, encontra-se também em fase de conclusão a porta do Mezio, no concelho de Arcos de Valdevez. Esta entrada do PNPG será local de acesso privilegiado à serra do Soajo, por exemplo, e receberá também um museu onde será integrado o espólio das escavações do núcleo megalítico do Mezio. Mais atrasada, mas com obras no terreno, está a porta leste do parque, em Paradela, concelho de Montalegre.


Hoje, estão em funcionamento duas das portas previstas

Samuel Silva, Público, 13/Agosto/2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

" VIII Congreso de Historia Local "


El municipio arraiano de Castro Laboreiro acogió en sendas veladas nocturnas los días 7 y 8 de agosto, el ‘VIII Congreso de Historia Local’, organizado por el Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro.

El evento reunió a un nutrido grupo de investigadores gallegos y portugueses de varias áreas temáticas y, tal y como viene sucediendo en anteriores ediciones, contó con un gran poder de convocatoria superando los 300 asistentes.

Vista de la sala del congreso.