sexta-feira, 4 de março de 2011

Jornadas pretendem «desmistificar» maldade do lobo

O Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro organiza as segundas jornadas sobre o Lobo Ibérico com os objetivos de «desmistificar» a maldade do lobo e promover a ideia que estes animais «são parte do ecossistema» do monte.

As jornadas realizam-se em Castro Laboreiro, no sábado e domingo. À Agência Lusa, Américo Rodrigues, membro do Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro (NEPML), explicou que um dos objetivos do encontro é «desmistificar» a imagem do lobo.

Diário Digital/Lusa, 04-03-2011.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

II Jornadas sobre o Lobo Ibérico


As II Jornadas sobre o Lobo Ibérico realizam-se a 5 e 6 de Março em Castro Laboreiro, organizadas pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa dos Montes Laboreiro (NEPML) com a colaboração de Fogium Lupale (Espanha).

"A convivência, desde as épocas pré-históricas, dos humanos com o lobo deu origem a um rico património cultural. Este património é expresso em várias crenças e aspectos materiais, muitos deles ainda hoje vivos na memória ou nas praticas quotidianas dos habitantes rurais da Península Ibérica, e que já são impossíveis de encontrar em outras regiões da Europa. Como exemplo desta herança cultural, encontram-se as diversas normativas ou tecnologias tradicionais destinadas à caça deste animal ou a percepção simbólica a ele associada, que persiste no imaginário popular e na tradição oral", escrevem os organizadores.

O lobo como um elemento fulcral na cultura e história popular será o tema de debate nas jornadas, que decorrerão no Hotel Castrum Villae, em Castro Laboreiro.

No primeiro dia das Jornadas serão proferidas quatro palestras por autores portugueses e espanhóis que abordarão a relação Homem-Lobo sob várias perspectivas do conhecimento, tais como a Arqueologia, a Etnografia, a Historia e a Biologia. No dia seguinte, será realizada uma saída de campo com o objectivo de observar no terreno alguns exemplos deste património, como sejam as armadilhas em pedra tradicionalmente destinadas à captura de lobos, denominadas fojos do lobo.


Programa:

Sábado, 5 de Março:

16h00: Abertura: As Jornadas de 2004 NEPML

16h15 - Apresentação do Livro: “Os Foxos do Lobo. A Caça do Lobo na Cultura Popular” - Pablo Quintana (editor) e David Pérez Lopes (autor)

16h45 - “Dimensão Cultural do Lobo Junto das Comunidades Rurais Ibéricas” - Francisco Álvares

17h30 – “Fojos de Astúrias (Espanha)”- Juan Pablo Torrente Sánchez-Guisande

18h15 – “Lobos & Direito - Um reflexo da relação Homem lobo” - José Domingues

Domingo, 6 de Março:

Saída de Campo para todos os interessados. Possibilidade de ver Fojos de Lobo e outro património natural. 10h30 no Hotel Castrum Villae.


Fonte: Público, 21.02.2011

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ceia de Natal junta família... num hotel



Ceia de Natal junta família... num hotel

É uma forma de reinventar a tradição. Os preços são variados, desde os 125 até aos 600 euros. Há hotéis quase lotados


Passar o Natal em família ainda vai sendo uma tradição, mas para trás começam a ficar a azáfama, limpezas e horas de cozinha para preparar a ceia mais importante do ano. É que passar a noite no hotel, sem correrias ou preocupações, mais do que uma moda, começa a ser uma nova forma de reinventar o Natal português. E apesar dos preços, há hotéis que já estão quase cheios.

"O Natal em família é uma tradição para mim, para a minha mãe e para os meus irmãos. Mas isso não quer dizer que se esteja em casa, a ver as mulheres na cozinha a tratar de tudo", começa por contar ao DN Fernando Miranda, que viaja com mais 24 elementos da família para Melgaço, onde vai passar o Natal no Hotel Monte do Prado.

"A minha mãe tem 86 anos e já não conseguia tratar de organizar, então passaram a ser os filhos a fazê-lo. Quando chegou a minha vez perguntei à minha mulher se queria uma prenda melhor ou ficar sentada sem fazer nada no Natal. Passámos a ir para o hotel", recorda.

Ainda assim, este gerente bancário do Porto, de 48 anos, reconhece que no primeiro ano que o fez alguns familiares ainda "torceram o nariz", até porque era ele o mais novo dos sete filhos de Rosa dos Santos Ferreira. "Diziam que assim já não era Natal, que a mãe não ia gostar. Mas depois todos perceberam que este é o verdadeiro espírito de Natal em família, em que ninguém está preocupado com a azáfama da cozinha", recorda.

A ideia fez sucesso. Este ano vai ter uma adesão-recorde de 25 familiares - ao todo, a família tem 33 elementos - entre os quais três avós, seis irmãos (entre eles o mentor da ideia), 12 netos, três bisnetos, sem esquecer até um sobrinho que viaja propositadamente de Moçambique pela curiosidade em participar nesta ceia de Natal no hotel. A satisfação é tal que o grupo volta ao mesmo hotel, uma semana depois, para a passagem de ano.

Na fronteira com a Galiza, o Hotel Monte do Prado, de quatro estrelas, antecipa uma taxa de ocupação para a ceia de Natal de 70% da capacidade total. "Clientes nacionais e que nos procuram, normalmente em família, para passar esta quadra de uma maneira mais confortável e acolhedora, sem o rebuliço habitual e o trabalho associado à época", explicou ao DN Joana Lourenço, directora de alojamento daquela unidade, localizada em Melgaço.

"O hotel já possui, inclusivamente, clientes habituais nesta altura do ano que nos escolhem para passar a consoada", acrescenta, sendo a família de Fernando Miranda um exemplo desta nova realidade.

Aqui, os preços variam entre os 125 e os quase 300 euros, conforme o pacote escolhido, no qual não falta o bacalhau cozido, o peru e "já à lareira" doces como filhós, rabanadas de ovos, barrigas de freira e, claro está, vinho do Porto.

Mas o sucesso estende-se a outros hotéis da região, que, ainda a duas semanas da consoada, variam entre taxas de ocupação na ordem dos 30% e mais de metade da lotação.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Primeiro nevão custou 500 mil euros

Primeiro nevão custou 500 mil euros


Mau tempo da última semana fez disparar os gastos das autarquias. Só em Montalegre foram 100 mil euros


Uma semana de nevões intensos no Norte e no interior do País custou às autarquias quase meio milhão de euros. A maior despesa foi com centenas de toneladas de sal usadas para desimpedir vias. Só a autarquia de Montalegre gastou perto de cem mil euros.

A primeira contagem dos prejuízos peca, contudo, por defeito, porque ainda falta pagar as horas extraordinárias aos funcionários e os gastos com combustível. E há ainda impactos indirectos, por exemplo no comércio que não abriu. Ontem tudo parecia ter voltado à normalidade, embora tivesse chovido muito e nove distritos continuassem em aviso laranja por causa do mau tempo.

No topo dos concelhos mais afectados estão os da região do Alto Tâmega: Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. O forte nevão que se abateu sobre a região transmontana, e que até nem trouxe muitos turistas porque as acessibilidades estavam condicionadas, deu grandes dores de cabeça aos autarcas. Tiveram de pagar horas extraordinárias aos funcionários e contratar tractores para espalhar, ininterruptamente, mais de cem toneladas de sal nas estradas para as tornarem transitáveis.

O autarca de Montalegre garante que a sua é das autarquias mais bem preparadas para enfrentar estas intempéries. Fernando Rodrigues teve no terreno 12 limpa-neves e quatro máquinas para espalhar sal nas estradas, num investimento de cem mil euros. Gastos semelhantes tiveram as autarquias de Boticas e Vila Pouca de Aguiar. Fernando Campos, de Boticas, garante que os números vão ascender aos cem mil euros. Até porque, diz, "ainda há meios no terreno e a situação ainda não está dentro da normalidade".

Os custos avançados pela câmara de Vila Pouca de Aguiar apontam para cem mil euros de prejuízos. Aí, a Protecção Civil usou 25 toneladas de sal. Em Chaves e Valpaços os custos são de 25 mil euros. Em Ribeira de Pena, onde se espalharam 40 toneladas de sal pelas estradas, gastaram-se 20 mil.

Apesar de as principais estradas estarem na jurisdição das Estradas de Portugal, o desimpedimento das vias foi feito, em boa parte, por equipas da Protecção Civil que as autarquias colocaram no terreno, pagando também tractores e equipas de limpeza reforçadas.

A neve que caiu em Arcos de Valdevez obrigou a autarquia a alugar três retroescavadores, que espalharam mais de 300 quilos de sal pelas estradas. A despesa foi superior a cinco mil euros. Em Melgaço, onde se viveu a situação mais complicada, só em sal a câmara gastou 5500 euros. "Foram precisas 25 toneladas de sal para distribuir entre terça e sábado, com sete pessoas em permanência nas zonas de montanha", explicou ao DN Rui Solheiro, autarca de Melgaço, onde as aldeias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro ficaram isoladas. "Além disso, ainda temos gastos com o limpa-neves comprado em 2009."

Ainda assim, diz Rui Solheiro, a autarquia decidiu comprar uma retroescavadora. "Tínhamos de recorrer ao limpa-neves da Estradas de Portugal, que nem sempre estava imediatamente disponível", conta o autarca, garantindo que o aparelho esteve "praticamente sem parar" até sábado. "Ainda falta quantificar o tempo dos funcionários e gastos com combustíveis", disse.

Em Arcos de Valdevez foram gastos mais de 5000 euros", explica Martinho Araújo, vereador. No Soajo, em pleno Gerês, vários lugares chegaram a estar isolados.

No Centro do País, um dia de neve custou mais de 2500 euros por município, com a compra e transporte de sal, combustível e horas de trabalho da Protecção Civil. Na Guarda foram gastos em sal dez mil euros, mas a despesa subirá com a reposição de stocks. O Sabugal gastou 17 500 euros, a que "acrescem os prejuízos, não calculados, do comércio e dos serviços encerrados".


Paulo Silva Reis, Amadeu Araújo e Paulo Julião, Diário de Notícias, 07-12-2010

sábado, 4 de dezembro de 2010

Gelo no Gerês deixou as populações isoladas

Foi um dia diferente para os habitantes do Parque Nacional da Peneda-Gerês com o primeiro grande nevão do Outono. O gelo deixou aldeias isoladas e deu trabalho aos dezenas de automobilistas que se aventuraram na estrada.

Com a pressa de ir para a lareira, António bem tentava que as suas vacas andassem mais, mas a neve não lhes deu hipótese. "Ainda são novas, não estão habituadas e como não têm correntes para pôr é mais difícil sair do sítio", brincou este pastor do Soajo, em Arcos de Valdevez, vila que ontem se tornou romaria para centenas de curiosos. "É sempre assim, quando há neve. O problema é que depois vão-se embora e nós é que ficamos por cá, no frio e sem nada", acrescentava, enquanto via ao longe mais um carro atascado. "Caem todos como tordos", atirava, ironicamente.

Foi o caso de João Pedro e da namorada que aproveitaram para passar o feriado na neve minhota, que atingiu em alguns locais quase meio metro de altura. "Estou preso. A tracção do carro é atrás e com o gelo já não consigo sair daqui", desabafa ao DN. No entanto, com a ajuda de outros populares o carro lá foi ganhando balanço, depois de provocar uma fila de uma dezenas de viaturas.

A mais de 500 metros de altitude a estrada é já praticamente intransitável, não há rede de telemóvel, e um espesso manto de neve cobre o santuário da Peneda. Mais à frente, entre Arcos de Valdevez e Melgaço, já ninguém passa. "Cai um bocado de neve nessas localidades por aí abaixo e toda a gente fala. Aqui ficamos dois e três dias quase sem conseguir passar, e ninguém quer saber", queixa-se Rosa Maria, de Lamas de Mouro, a freguesia mais afectada pelo nevão.


Diário de Notícias, 02-12-2010

Concentração de escolas duplicou alunos sem aulas


Ontem, 26 mil estudantes ficaram em casa por terem sido colocados em agrupamentos escolares e não conseguirem lá chegar.


O encerramento de escolas e a concentração dos alunos em novos centros, com o consequente aumento da necessidade de transporte, fez este ano disparar o número de estudantes que ficaram sem aulas devido à neve e ao gelo. Para a presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), Maria José Viseu, o número de alunos afectados terá mesmo duplicado em relação ao ano lectivo anterior. Ontem, 26 mil alunos continuaram sem ir à escola.

Em muitos locais do interior Norte e Centro do País, apenas os estudantes das sedes dos concelhos tiveram aulas. A baixa das temperaturas transformou a neve em gelo e ontem viveu-se um dos piores dias da semana, com aldeias isoladas em Montalegre, Boticas, Guarda, Manteigas ou Trancoso e muitas estradas cortadas. Para hoje está previsto um dia de sol, sem neve, mas ainda com temperaturas negativas em muitos pontos do interior. Pior está a Madeira, que tem alerta vermelho.

Foi uma das noites mais frias do Outono - com 7 graus negativos na Guarda ou 4 graus negativos em Viseu -, e, tal como nos últimos dias, as aulas tiveram de ser total ou parcialmente suspensas em vários concelhos. "Nas zonas do interior, como a maioria dos alunos tem de utilizar transportes, não têm conseguido deslocar-se devido à neve e ao gelo", refere Maria José Viseu.

O fecho de mais 700 escolas do 1.º ciclo com menos de 20 alunos - no final do ano lectivo anterior - provocou um aumento do número de estudantes que vão de transportes para os novos centros. Logo, "este ano há uma diferença muito grande. Talvez o dobro dos alunos estão a ficar em casa este ano", justifica a dirigente da CNIPE. Já para o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), nestes dias o melhor é as escolas fecharem. "As crianças não vão à escola porque é perigoso", frisa Albino Almeida.

Em Viseu, foram afectados oito mil alunos dos concelhos de Lamego, Vila Nova de Paiva e Moimenta da Beira. Na Guarda, "por prudência, as aulas foram suspensas nos concelhos de Aguiar da Beira, Gouveia, Seia, Manteigas, Sabugal, Guarda e Trancoso", afectando 15 mil estudantes, revelou o Governo Civil. Três mil dos concelhos de Montalegre, Boticas e Vila Pouca de Aguiar ficaram em casa.

Em Vouzela, "apenas os alunos da vila tiveram aulas, porque os da serra não se puderam transportar", conta o autarca. Telmo Antunes lembra que "este é um dos problemas resultantes do reordenamento escolar, porque antigamente os alunos estavam nas aldeias e iam a pé para as aulas". Em Lamego, "o não funcionamento da rede de transportes" também fechou as escolas, diz o autarca Francisco Lopes.

Os cerca de 300 alunos do ensino básico de Paredes de Coura que viajam todos os dias para o centro escolar construído na vila ficaram em casa. Por precaução, devido ao "gelo e neve acumulada na estrada", explica o presidente da Câmara. Em Melgaço, cerca de meia centena de crianças continuou sem ir às aulas, sobretudo nas aldeias do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Já que a viagem é feita por uma estrada com mais de 30 centímetros de neve.


Ana Bela Ferreira com Amadeu Araújo e Paulo Julião, Diário de Notícias, 04-12-2010


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Melgaço: Passeio de Kartcross pela Rota do Alvarinho


Com o frio a apertar, é preciso largar lareiras e aquecedores e arranjar uma forma de nos mexermos. A sugestão que lhe apresentamos promete adrenalina e aventura. Trata-se de um passeio em Kartcross, que como o nome indica são uma espécie de karts, mas preparados para todo o terreno, na região de Melgaço, distrito de Viana do Castelo. O passeio “Rota do Alvarinho" passa por vários pontos de interesse do concelho, permitindo desfrutar de uma variedade de paisagens diferentes. O final do percurso reserva-lhe a visita a uma quinta onde se produz o vinho Alvarinho e a uma adega local. O passeio tem a duração de cerca de duas horas e meia e há duas partidas por dia: às 10h00 e às 15h00. Acontece todos os fins-de-semana, sob marcação, e o preço é de €95, o que inclui um Kartcross para duas pessoas, capacete, fato de protecção e luvas, seguro, visita à adega com provas e petiscos e reportagem fotográfica do passeio.


Mais informações aqui. [fotos do site Kartcross Portugal]